It is all about girls... or men

02.07.08

A sogra 2 - a missão

Gisele, às 20h12

O tempo realmente revela as verdadeiras intenções das pessoas. As sogras (sim, olha elas aqui novamente) são capazes de supreender filhos e noras à medida que a convivência entre os casais vai se estreitando. Eu conheço um camarada cuja mãe é completamente sem noção. Ele mesmo reconhece que a dona é osso duro. E não a defende. Quando apresentou a namorada à família, a mãe deu uma de compreensiva (a pretendente à nora tinha quase a idade dela), achando que fosse uma relação passageira, e que o filho, tão novinho, só estaria interessado em sexo.

Os meses se passaram, o namoro ficou sério, e os pequenos boicotes surgiam a cada noite passada fora de casa. As roupas do filho deixaram de ser passadas, o shampoo e o sabonete do banheiro dele deixaram de ser repostos, e a comida deixou de receber aquela atenção especial. Até que o filho resolveu fazer um test-drive e comunicou a mãe que iria morar com a namorada.

De uma hora para outra, objetos e produtos de higiene voltaram a fazer parte da decoração do banheiro e do armário de roupas. O almoço passou a ser servido mais cedo, e as perguntas sobre a pretendente à nora ficaram curiosamente mais “íntimas” (tipo: você sente tesão por ela?). Quando ele me contou, fiquei me perguntando que tipo de mãe era aquela para achar que o filho estava indo morar com a namorada sem sentir tesão por ela. E que tipo de pergunta descabida era aquela.

Uma outra amiga me conta que a sogra a paparica o tempo todo. Não por gostar de fato dela, mas para se manter perto do filho, já que o rebento não a “escuta” mais como antes e está tomando decisões com a ajuda de outra pessoa. A garota, que é bastante arredia e sente de longe o cheiro de uma falsidade, procura manter distância da sogrinha: nunca liga e não dá trela quando a conversa começa a ultrapassar o limite da intimidade.

Agora que está grávida, me conta que os paparicos pioraram. Um presentinho a cada visita, uma investigação a cada telefonema. Uma sondagem a cada comentário sobre “quem vai cuidar do meu neto quando você voltar a trabalhar?”. Ofertas de ajuda para a decoração do quarto da criança, para as lembrancinhas da maternidade, para o chá de bebê, para acompanhar o ultra-som, para ir ao ginecologista nas consultas de pré-natal e até para acompanhar o parto. Certamente a sogra deve achar que a menina não tem mãe. Ou marido. Ou que vai preterir a companhia de qualquer um dos dois por ela. Fico imaginando as visitas surpresas e intermináveis que a dona vai fazer quando a criança nascer. Ou as idéias de nomes lindos que vão surgir quando descobrirem o sexo do bebê. É capaz dela sugerir o nome do cachorro da vizinha, que ela acha lindo.

Mas há falta de noção pior. A mãe de uma amigo meu recém-casado acha que a casa do filho é extensão da casa dela. Chega a hora que quer, sem ser anunciada na portaria, mexe nas coisas e guarda-as do jeito que ela pensa ser melhor e ainda dá uma de anfitriã quando o filho e a nora estão recebendo amigos, oferecendo bebida, comida, café... A nora cansou de reclamar para o filho, que acha ótimo poder contar com a mãe a qualquer hora e não considera a "ajuda" como intromissão. "Tomara que um dia ela chegue em casa num momento bem inoportuno. Quem sabe assim se toca um pouco", diz ela.

Claro que há exceções (raríssimas, na verdade). Conheço gente que vive dizendo que um dia pode se separar da mulher, mas que fica com a sogra. Vai entender!

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A sogra 1

Gisele, às 20h11

Diz o bom e velho dicionário que sogra é a mãe do marido. Mas na cultura popular, sogra é aquela pessoa que sabe muito bem como transformar a vida da mulher do filho ou do marido da filha em um inferno. Quando o rebento é único, então, coitada da nora. Uma amiga minha casou-se recentemente e já está sendo vítima das investidas da sogrinha –tão amável no começo de namoro que até era pegajosa. Pois foi só a relação ficar mais séria e o filho pedir a menina em casamento para começar a transformação. Primeiro os boicotes. Pequenos. Sutis. O filho marcava com a noiva para ver alguma coisa relacionada ao casamento, e a mãe inventava uma dor, uma indisposição, uma necessidade de tê-lo ali do lado dela, numa guerra surda. Compromisso adiado, e a sogra -vencedora da batalha- melhorava subitamente.

Depois começaram as intromissões. Quando percebeu as firulas já não surtiam efeitos e que o casamento iria mesmo acontecer, passou a oferecer ajuda na organização da casa nova e do casamento. Trabalhando até tarde todos os dias, o casal aceitou de bom grado (pensando que a ajuda se limitaria a receber pintores, marceneiro e produtos). Foi o que bastou. Um dia o casal chegou no apartamento recém-comprado para tirar algumas medidas e descobriu uma sala totalmente decorada. Com o gosto da sogra, e não do casal. “Eu fiquei olhando para a sala, para a porta do apartamento e novamente para a sala, achando que tinha entrado na casa errada, Gi”, contou-me a nora. “Ficamos mudos. Totalmente sem ação, e quando voltamos pra casa dela, ela simplesmente falou: ‘coube tudo direitinho, né? Vamos agora pensar no quarto de casal’”.

Algumas semanas depois, ela aparece com um comprador para o carro da nora, porque o casal precisava economizar para a lua-de-mel e ela achava que a guria deveria se desfazer do veículo –instrumento de trabalho- para ajudar. Bem, a menina vendeu o carro, mas passou a usar o do noivo, para desgosto da sogra, que achava injusto o filho ter de andar de metrô para trabalhar 12 horas enfurnado num banco, enquanto a nora perambulava pela rua o dia inteiro visitando clientes.

As intromissões continuaram acontecendo até que a sogra, num almoço de domingo com amigos que a nora nem conhecia, convidou a todos para visitar o apartamento dos noivos. A nora, obviamente, não gostou, mas o noivo, todo empolgado, quis mostrar a casa nova para os amigos da mãe, sem se preocupar se a casa estava ou não pronta para receber visitas. O episódio foi a gota que faltava para o copo transbordar. Minha amiga recolheu todas as cópias da chave da casa e deu um ultimato: ou sua sogra parava de se intrometer na vida deles, ou não teria casamento (ele que colocasse um freio na mãe tresloucada). Bem, eles se casaram, mas se a intromissão vai ou não acabar, só o tempo vai dizer.

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24.06.08

Taca a mãe pra ver se quica

Red's, às 19h48

Existem dois fenômenos na minha vida que eu não consigo explicar:

1) a tendência cruel de ser trocada por uma bocó que só falta babar;

2) ser procurada tempos depois pelos mesmos idiotas que me trocaram pela bocó.

É sempre a mesma história. Ou eles casaram e estão vivendo muito felizes com a bocó, "mas nunca me esqueceram", ou então terminaram recentemente com a bocó e vieram atrás de mim antes mesmo que ela terminasse de fechar a porta.

Eu não estou neste momento intrigada com o fato de eles terem preferido a outra, que falava feito criancinha de colo com o dedinho na boca, muito menos com o fato de terem reaparecido. E nem com o tamanho da cara de pau. O que me deixa muito puta da vida é ver como eles me consideram tão otária quando as bocós com quem se relacionaram longamente, a ponto de cair nessa conversinha imbecil de "por que foi que nós nos separamos mesmo?"

E, na cabecinha deles (ou na falta de), tudo será muito legal de novo até chegar a próxima bocó.

Eles voltam sempre cheios de elogios. Nossa, como eu era legal! Nossa, como eu era mulherão! Eu era tão incrível, segundo a descrição deles, que eu mesma chego a duvidar se tomei mesmo o pé na bunda. Deve ter sido alucinação minha, pois ninguém normal trocaria uma pessoa tão perfeita por qualquer outro espécime do sexo feminino.

Além de me considerarem bobinha como suas cônjuges, ainda se acham a última bolacha do pacote, né? Eles tomam a decisão, desaparecem com suas princesinhas e depois voltam como se eu estivesse sentada na cadeira, molhando meu lenço de lágrimas, esperando pelo dia em que eles aparecessem na minha janela, para então me jogar nos braços deles e aceitar ser amante ou passatempo enquanto eles não arrumam uma próxima parceira. Acho uma completa desvalorização da minha inteligência. Só eu tenho o direito de me desvalorizar de vez em quando!

Considerando ainda o fato de que, ao ser trocada pela dedinho na boca, eu não me descabelei, não pedi para reconsiderar, não usei frases como "eu prometo ser muuuuuuuuuito mais legal que ela", nem fiquei telefonando e gritando "Mude de idéia, senão eu me mato" - aliás, alguns eu até mandei para lugares pouco publicáveis -, não sei o que passou pelas cabeças desses rapazes, para que eles achem que é só usar discursinho clichê para que eu me derretesse como vela acesa.

Pior é que eu não tenho muita paciência para dizer "Caro quadrúpede, por favor dê meia volta e vá pro quintos dos infernos!" Porque no dia seguinte eles aparecem de novo, e de novo, e de novo... se não for no mês seguinte, no ano seguinte...

Não, isso não é motivo de massagem no ego. Afinal de contas, por que eu acharia o máximo um rapaz que me nivela por baixo?

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23.03.08

O happy-ex

Red's, às 00h28

Uma amiga minha reencontrou um antigo ex há um tempo. Estão trabalhando em prédios próximos, o que faz com que se encontrem na rua de tempos em tempos.

Um dia ela me liga chorando. Ele resolveu parar para conversar com ela e, segundo os relatos da moça, em prantos ao telefone, havia sido tudo um horror.

- Ele acabou com a minha raça! - disse ela.

- Acabou como?

Resumo da ópera: o rapaz jogou na cara dela, de uma forma um tanto rude e grosseira, que, uma vez que ela não quis "construir uma vida com ele" (sic), ele resolveu casar-se com uma ex que lambia o chão que ele pisava – e que, na época em que ele e minha amiga namoravam, ele dizia não sentir nada pela lambona. Mas agora eles tinham dois filhos. Ele não era feliz, apaixonado pela esposa, mas também não era infeliz. Mas a esposa sim, era mulher de verdade. Ela, sim, havia dado as maiores provas de amor a ele. Ela o amava realmente. Ela era perfeita. Ao contrário da minha amiga, que foi uma bruxa má e insensível, uma mulher que não prestava.

Esperei os soluços acabarem, porque eu juro que não estava entendendo nada. Eu queria que as pessoas tivessem o poder de trocar de corpo momentaneamente. Eu queria ter assumido a cabeça da minha amiga naquela hora. A troco de quê ela estava chorando?????????

(como se eu também não tivesse ficado toda murcha por causa da ex-lindíssima do meu ex-namorado, né?)

- Peraí. Pára tudo! - disse eu. - Você está me dizendo que o panaca foi até você falar todas essas coisas e você saiu por baixo?

- O que você queria que eu dissesse?

- Meu Deus!!! Em primeiro lugar, eu deixaria quieto se ele tivesse sido civilizado. Mas não foi. Então eu inverteria o jogo, oras.

- Inverter como?

- Se meu ex vem me dizer que, como eu não o quis, ele casou-se com o primeiro estepe que achou pela frente - uma mulher, aliás, cuja "virtude" é não ter nenhum amor-próprio, por casar-se e ter filhos de um homem que só está com ela porque a outra não o quis - , e me diz que ela é mulher de verdade porque o coloca num pedestal, eu daria risada da cara dele até ficar azul. Pelo amor de Deus, se ele fosse tão bem resolvido com isso, se tudo isso fosse uma grande verdade, que necessidade ele teria de vir falar tudo isso pra você? Olha como ele é patético!! Ele está te dizendo que não conseguiu o que queria, que fez o que deu pra fazer, que aceitou o "prêmio de consolação" da vida! E está tentando te dizer que o prêmio de consolação é suuuuuper legal, porque ELE precisa se auto-afirmar. E você, que era para ser o prêmio principal que ele não conseguiu e agora tá dando uma de "nem queria, tá?", ao invés de dar uma rasteira verbal nele, está chorando??????????

- É?

- Ah, desculpa, mas nem pisar em cima ele sabe. Se ele tivesse mais cérebro, ele não teria deixado tão claro que só ficou com ela porque não deu pra ficar com você. Aliás, se ele tivesse cérebro, não te chamaria pra conversar pra te jogar isso na cara. Ele diria, feliz e alegremente, numa conversa totalmente informal, que apaixonou-se ensandecidamente por ela e que eles são um casal muito nota dez. Sequer citaria você. Agora, ele fazendo o tipo "Você não me quis, sua vaca? Então morra de inveja da minha vida ma-ra-vi-lho-sa!!!". Felicidade de verdade não precisa de platéia, minha filha!!

- E você queria que eu dissesse o quê?

- Oras. Simples. Olharia bem nos olhos, faria uma cara de desdém absurdamente nojenta e diria: "Meu amor, se você tivesse me esquecido, não estaria aqui tão preocupado com a minha opinião, em me ver com inveja porque você casou com a mulher-lambona. Eu não estou preocupada se ela te ama ou não, se ela é mulher de verdade ou não, porque eu estou me lixando pra você. Eu sempre me lixei. Por isso eu te chutei. Tchau, querido, seja feliz com sua família!" Levantaria e sairia andando.

- Não pensei isso na hora.

- Se chorar de novo, eu dou umas chineladas.

- Tá. Sei lá, acho...

Hoje ela me contou que ele passou de carro por ela outro dia, buzinou e deu tchauzinho. Como se nada tivesse acontecido. E eu acho os humanos cada dia mais engraçados...

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Adversárias

Red's, às 00h01

Eu sempre digo que mulher é um bicho bobo. E eu, como mulher, é claro que não fujo à regra.

Meu namorado sempre se referiu a uma de suas ex como uma mulher "gostosa pra c...". E eu não estava nem aí. Só invoquei um dia em que ele falava tanto de como a menina era linda que o sangue ferveu. Tirando essa situação, não sou do tipo hipócrita que acha que os homens que estão comigo não acham nenhuma mulher em volta bonita, gostosa, comível, tesão, etc.

Pois bem...

No último final de semana, estávamos dando uma volta no shopping. Eu procurava um par de tênis específico (ou alguém achou que eu estava vendo vitrines acompanhada de um homem? Só se ele estivesse amarrado e amordaçado!). Olhei uma loja, olhei outra loja, e ouço uma piada do cônjuge:

- Você podia usar uma bota de vaqueira ridícula como a daquela menina!

Virei para a bota, mas ouvi o namorado engasgar.

- Er.. ah... então, aquela é a Fulana.

Tirei os olhos da bota de vaqueira e olhei pro resto. Quase tive um colapso nervoso. Ela estava entrando em uma ótica, não nos viu e nem deu trabalho. Mas eu fiquei em estado de choque.

Não é que ela fosse bonita. Ela era simplesmente deslumbrante. Era de parar o trânsito. Daquelas que a gente diz: "Oh... my... Gooooood!"

O rosto era lindo, os cabelos eram perfeitos, os peitos em ordem, bunda perfeita. E eu querendo matá-la por ser tão estupidamente maravilhosa.

Não dei mais um mísero pio sobre o assunto. Preferi falar sobre qualquer outra amenidade. Até porque se eu ouvisse alguma coisa do tipo: "Prefiro você a ela", acho que eu arremessaria um pneu de carro na cabeça dele. Acharia que é uma daquelas frases feitas que, no fundo, querem dizer: "Pare de ser idiota!"

Cheguei em casa, olhei-me no espelho e fiquei vendo todos os defeitos que tenho. Meu cabelo que não é tão legal, meus peitos que não são grandes o suficientes, meus olhos que não são verdes, minha altura podia ser maior, uma pinta aqui, uma mancha lá...

A verdade é que eu me senti uma baranga. Horrível, gorda, desinteressante, insossa... e uma estúpida por me sentir assim. Por estar, de uma maneira tão boba, competindo com a outra. Homens competem com tamanho de pau, e nós competimos com beleza: quem é mais bonita, quem é mais gostosa. Por que não competimos no quesito quem é mais "mulher"?

Sim, meus caros, eu sei que tudo isso é uma bobagem sem fim. Eu sei de tudo isso, mas não me senti assim na hora. Eu fui diminuindo de tamanho até quase desaparecer. Mesmo que eu saiba do que ele sente por mim, mesmo que ele nunca tenha dado motivo para nenhuma neurose ou insegurança. E mesmo que eu saiba que estou longe de ser um dragão, ou burra ou intragável. Mas eu me senti muito, muito... boba!

Por via das dúvidas, voltei pra academia. Até porque já estava mais do que na hora de tomar vergonha na cara.

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17.03.08

A conselheira sentimental

Red's, às 15h25

Prezada Red:

Meu nome é N.S.C. e tenho 35 anos. Sou secretária-executiva, formada em Contábeis. Ano passado tive um tórrido relacionamento com um homem bem-sucedido, 46 anos por quem me apaixonei perdidamente. Ele era separado pela segunda vez e pai de três filhos de quem cuida com afinco em guarda partilhada.

Tudo estava lindo durante 3 meses, porém do nada ele sumiu. Começou a mentir, me dar perdidos pelo telefone e agir com disfaçatez. Em uma das ocasiões cheguei a quase ter certeza que ele estava com outra. Enfim, ele praticamente sumiu sem mais explicações.

Recentemente tenho sentido um desejo louco de vê-lo. Cheguei a criar um perfil falso no Orkut e o adicionei como sendo outra mulher e tentando dar corda para aproxima-lo de mim. Tenho certeza que ele lembra sempre de mim, inclusive porque sempre recebo e-mails dele com textos de piadinhas. Outro dia eu mandei um e-mail pra ele dizendo que o avatar dele no Orkut estava feio e acredita que no dia seguinte ele trocou a foto? Isso não é um sinal de que ele sente algo por mim? Devo procurá-lo? Revelo meu perfil falso no Orkut?

Por favor, Red, me ajude.

(Desamparada de Santana do Parnaíba)

Prezada desamparada e cabeça de vento,

De fato, não há como contestar. O envio de piadinhas via e-mail é uma prova de amor comprovada até por pesquisas científicas realizadas na Dinamarca, com o carimbo da Organização Mundial de Saúde. Mostra, simplesmente, que você não sai da cabeça dele em momento algum. De acordo com o psicólogo mais renomado do planeta da área afetiva, Albert Groenemeyer – autor do best-seller "O self e o papel de palhaça" –, é possível, inclusive, que ele esteja trancado em casa, em profunda depressão, sem conseguir ao menos trabalhar, comer ou encontrar outra pessoa. Sequer deve ter forças para discar para o CVV e pedir ajuda para continuar vivo. Ele deve se chicotear e chorar o dia inteiro, pela culpa de tê-la abandonado. E a falta de coragem, além da auto-estima abalada, faz com que a única tentativa de aproximação seja o envio de piadinhas, totens, arquivos em pps, avisos de vírus que não existem e novos golpes na praça.

Quanto à troca do avatar no orkut, só posso lhe dizer que você me deu uma sugestão que pode me tornar rica, muito rica. Não sei como ninguém nunca escreveu um romance tipo Sabrina, Júlia ou Bianca, baseado numa história de amor nunca d'antes vista.

Minha querida, só você pode salvá-lo da miséria espiritual e emocional. Corra atrás dele! E não se incomode se ele escurraçá-la ou transar com você e, dez minutos depois, enfiá-la à força dentro de um táxi, berrando: "Acelera, motorista!!". Isso faz parte dessa personalidade psicótica que ele assumiu, diante de tanta dor, frustração e arrependimento. Isso é amor! Entendeu? AMOR!

Seja feliz para sempre, como nos contos de fadas.

RED

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06.02.08

A utopia da "mulher perfeita"

Red's, às 22h23

Uma das frases que eu mais ouço dos seres masculinos é uma grande mentira:

- Red, eu gostaria de encontrar uma mulher como você!

Eles desejam ardentemente uma mulher que não faça cara de chôro quando eles disserem que estão indo jogar futebol e tomar cerveja com os amigos. Ela apenas responderia "Divirta-se!" e não ficaria ligando o tempo inteiro pra ver se eles chegaram mesmo em casa no horário combinado. Uma mulher que não tenha ciúme doentio das amigas em torno deles. Que não desconfie de tudo e nem fique ligando para o trabalho deles para conferir se era verdade que eles iriam ficar até mais tarde no escritório. Que não os obrigue a fazer programas chatos, como aniversário de 3 anos do sobrinho da amiga da prima. Ah, como seria bom!

Eles se dizem pobres vítimas de namoradas grudentas, mandonas, ciumentas, possessivas. E, ao revelarem um sonho tão utópico, segundo eles, eu sempre respondo:

- Você não tem culhão pra aguentar.

É verdade. Todos imaginam que lidar com uma mulher isenta das pentelhices citadas acima, que eu carinhosamente chamo de "putices habituais", é a coisa mais fácil do mundo. Todos dizem que é praticamente um prêmio da Megasena. Mas, se um dia se torna realidade, é como se ficassem o tempo inteiro com uma granada sem pino no colo.

Na verdade, lidar com mulheres assim é fácil. O difícil é lidar com as minhocas que ficam dançando na cabeça. Deles, não delas. Porque essa liberdade toda vale para ela também. Ela quer sair com as amigas, ter vida social própria, momentos de individualidade. E aí a coisa pega...

Se ela não está telefonando pra ele o dia inteiro, nem enchendo o saco, nem cobrando e nem proibindo de sair com os amigos, e ainda por cima ousam se divertir sem seus namorados, então é porque elas não gostam tanto deles assim, deve ter outro na parada, tem alguma coisa errada. A questão parece ter o seguinte conceito científico: se mulher não depende emocionalmente do homem, então isso não é amor.

Na cabeça de boa parte dos homens, o ideal seria a mulher que desse total liberdade, mas não tivesse nenhuma. Porque moça que cuida da vida dela e não fica patrulhando a do outro não dá segurança, sabe? Para uma parcela significativa dos rapazes, mulher que ama é aquela que coloca o homem no pedestal e passa a viver em função dele. A moça que gruda e enche o saco em tempo integral não deixa ninguém em dúvida. Ela é chata, mas pelo menos é um negócio garantido.

Ser o que eles chamam de "mulher perfeita", a que vive e deixa viver, nunca facilitou em nada a minha vida afetiva. Pelo contrário, tornou-a mais infernal do que muitos podem imaginar. No começo, eram elogios e mais elogios. Que maravilhosa a minha independência! Que coisa boa a minha "cuca fresca"! Sem encanações, sem neuroses, que ótimo! Só que, no fundo, eles imaginavam que, quando a relação engatasse, eu logo mostraria uma outra personalidade, que tudo aquilo era fachada. E quando isso não acontecia, começava o terror: a ciumeira, as inseguranças, os ataquezinhos de "você não liga pra mim".

Mal sabem esses bobinhos que amor é uma coisa, carência afetiva e ausência de auto-estima é outra.

Todos os caras que disseram sonhar encontrar uma mulher como eu estão, neste momento, namorando as personalidades inversas. E reclamando. E desejando uma vida diferente.

Contanto, é claro, que isso nunca aconteça.

Para fechar este texto, peguei um trecho de um post do blog "Homem é Tudo Palhaço", que trata desse assunto com louvor no "Palhaço Competidor":

A verdade é que ele é inseguro. (Ok, mas quem não é?) Sua ex-namorada era um grude só e ele vivia dizendo que queria uma mulher menos chiclete. Agora que conseguiu, não sabe lidar com isso. Fica bolado quando diz que vai jogar futebol e a garota responde simplesmente “Tá”. Não gosta quando ela diz que vai sair pra dançar com as amigas e acha muito “suspeito” ela não querer sair aos domingos... Ou seja, como a maioria dos homens, diz que não suporta mais a namorada pegajosa, mas no fundo não sabe lidar com uma que não seja assim. Palhaço!

Não sabe que muitas vezes a gente ama, mas não fica espalhando isso aos quatro ventos e demonstra, em lugar de falar. Ele é daqueles que confunde liberdade com desinteresse e que acha que para amar o outro é preciso dar-lhe atenção total, 24 hs por dia.

I rest my case.


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13.01.08

Herança maldita

Red's, às 17h32

Hoje finalmente me dei conta de um fenômeno muito interessante - e nada agradável - que costuma ocorrer comigo. Eu sempre sou o próximo passo de homens que eram cruelmente explorados por suas ex e que finalmente abriram os olhos para a terrível realidade.

Isso é bom? Sim e não. Talvez...

As histórias são sempre iguais. Antes de me conhecerem, eles praticamente lambiam o chão que suas ex pisavam. Faziam tudo por elas. Pagavam TODAS as contas delas. Paravam tudo o que estavam fazendo por elas. Faziam de tudo para agradar. Davam presentes caros. Enfim, não passavam de um bando de cachorros lambões. Mesmo que elas não lhes dessem tratamento igual ou não dessem o devido valor.

E, quando atingem a etapa "RED" (no caso, eu), nada disso é necessário. Pois agora eles aprenderam que estavam fazendo papel de bobos. E agora não é preciso esforçar-se tanto.

Nunca fiz o tipo dependente e nunca achei que homem tinha que resolver todos os meus problemas, pagar as minhas contas e ser o meu amparo emocional. Mas atualmente fico pensando se não exagerei neste aspecto.

Estabelecendo um raciocínio simples e totalmente superficial, o que eu vejo é o seguinte: para as outras, tudo, sem limites. Para a Red, apenas o justo e necessário.

Do que eu me lembre, sem grandes esforços, poderia dizer o seguinte: as ex não colocavam a mão na carteira; as ex ganhavam belíssimos presentes; as ex faziam viagens inesquecíveis; as ex foram protagonistas de grandes surpresas românticas. E a Red? Bem, a Red não precisa, não é mesmo?

Poderia citar vários exemplos gritantes, mas vou utilizar apenas um ou dois. Posso mencionar, por exemplo, um dos meus ex cuja ex-mulher gastava a grana dele a torto e a direito, num desperdício crônico e perceptível pra qualquer um que tivesse dois dígitos de QI, nunca podia viajar comigo porque estava "sem grana". Mas, se ela aparecesse dizendo que precisava de dinheiro urgente para comprar uma réplica do Cristo Redentor pra colocar no terraço do apartamento, o dinheiro saía na hora. 

Aliás, pior do que isso. Com ela, ele tirava 30 dias de férias por ano para viajar. Reservava os finais de semana. Comigo, não tinha nem feriado. Só quando eu ameaçava com um facão. O que? Deixar de trabalhar aos sábados e domingos e ganhar a mais só pra viajar comigo? Imagine!

A ex, apesar de não trabalhar e de não fazer nada com aquela bunda gorda o dia todo, quando estava com ele não saía sequer para fazer supermercado. Encomendava tudo pela internet e digitava os números do cartão dele. Ou seja, além de viver às custas do tal, não fazia nem os trabalhos de dona de casa. Mas e eu? Bem, eu podia muito bem fazer um esforcinho pela relação e ajudar a carregar as sacolas de compras do mês, não?

Em outro caso, o aniversário da ex do cara, quando estavam juntos, era sempre um caminho obrigatório às joalherias da cidade. No meu, sempre foi um livro ou, no máximo, um CD.

De uma certa maneira, é sempre assim: as ex sempre ficam com o melhor dos homens. Quando eu digo o melhor, não falo em termos financeiros. Falo em termos de cavalheirismo. Com elas, eles eram um exemplo de dedicação e paparico. Eu ouço as histórias e fico pensando: eu nunca tive nada semelhante. Eles aparecem para mim quando chegam à conclusão de que essas ex eram todas umas vadias indignas de tamanha babação de ovo, e aí decidem ficar com alguém que não exija tanto.

Ou seja, para elas, o filé mignon. Para mim, a carne de pescoço.

"Ah, como eu era bobo!", "Ah, como eu era cego!", eu sempre ouvi e ainda ouço. E, com a bocó aqui, todos os discursos idiotas da independência feminina, dos direitos iguais, da capacidade feminina em ser tão caminhoneira quanto os homens, tudo isso é aplicado na íntegra. Mesmo que eu não concorde com alguns itens! Mesmo que eu nunca tenha subido em um caixote para defender nada disso, porque acho que boa parte é uma bobagem sem fim. Mesmo que eu sempre diga que, apesar dos incontestáveis direitos iguais, em muitos casos homens têm que fazer papel de homens, e mulheres precisam exercer o papel de mulheres. E que isso não vai mudar!

E isso me faz lembrar uma análise da Danuza Leão sobre as mulheres fortes e as mulheres frágeis: se as frágeis dão um espirro, há um batalhão de gente oferecendo chazinho, remédio na boca, massagem nos pés, um tratamento digno de quem está praticamente moribundo e não pode sequer descer para pegar água na cozinha. Se uma mulher forte pegar uma pneumonia dupla, ninguém ousa sequer dar um telefonema pra saber se está viva e se precisa de alguma coisa.

Claro que não sou injusta a ponto de dizer que meus ex são todos uns canalhas. Na verdade, estou sendo muito macho em admitir que tudo isso é culpa minha. E isso realmente é o que mais dói!

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13.12.07

Sombras do passado - parte 2

Red's, às 02h21

Uma amiga minha ligou esses dias, aliás, arrancando os cabelos porque o ex ia se casar com uma outra sei lá quem.

- Pô, Sandra, vocês terminaram há seis anos!

- Ah, sei lá, e se eu tiver jogado fora o amor da minha vida?

- Ahn???????????????

Não posso mentir, eles formavam um casal legal. Mas um dia enjoaram um da cara do outro e seguiram caminhos distintos. Coisas da vida, etc.

- Red, preciso te falar uma coisa. Eu morro de inveja de você.

- O que há em mim para ser invejado?

- Porque com você não tem conversa. Acabou, acabou. Você esquece. Deleta. Nem lembra que existe. Não é daquele tipo que, se ele voltasse anos depois, o seu coração bateria forte.

- Não, não. A única coisa que bateria forte é a porta na cara deles!

- Ai, eu não. Eu fico com essas lembranças. Fico pensando se fiz bem...

- A fórmula é a seguinte, nega: ou você solta rojões pelo fim de tudo, ou você se enfia no quarto e chora até perder uns 10 quilos. Aí um dia você acorda, vê que sobreviveu e acabou! E o que é melhor: você vai ver que o cara nem era tudo aquilo...

- Na verdade, eu não imaginei que ele casaria de novo.

- Fofa, seja sincera: você deixou portas abertas. E é isso que eu nunca faço. Se a porta fechou, não tem mais conversa! Às vezes demora um pouco, dá um certo trabalho. Mas um dia fecha!

- Você nunca se arrependeu?

- Não. Se você realmente enfia na cabeça que acabou, então acabou. Se fica filosofando sobre "e se tivesse sido diferente?", aí liga pras amigas pra surtar porque um ex de 600 anos vai casar.

- Mas e se o Fulano (um ex meu) se casasse?

- Se bobear, eu acho que ele deve ter casado. Sei lá, não sei nem se está vivo.

- Você não sente nada ao pensar nisso?

- Não. Nada!

- Nem vontade de conversar, saber o que deu errado?

- Não. Nenhuma.

- Não acredito que tudo seja assim tão fácil.

- Acredite. É!

- Mas quando você encontra amigos em comum, não pergunta dele?

- Não. Por que perguntaria de uma pessoa sobre a qual não tenho o menor interesse em ter notícias?

- Ai, credo!

- Pra quê? Pros amigos em comum comentarem com o babaca que eu perguntei dele, e ele achar que ainda podemos ser amigos e me ligar? Não tô louca, filha!

- É. Sei lá. Só sei que tô querendo ir lá na casa do Fred (o noivo em questão) e falar um monte pra ele. Tentar tudo de novo!

- Sandra, me obedeça: troque esse desejo por uma viagem pra Europa. Será muito melhor!

- Você não sabe dar conselhos!

- Sandra, quem olha minha vida não pode achar que eu sou alguém apta a dar conselhos. Mas aí não é questão de aptidão. Você tá louca, é diferente!

- Mas eu tenho que dizer pra mim mesma que tentei.

- Ok. Vai com fé!

Pois ela escreveu uma carta. Que nunca foi respondida! Hoje chegou um e-mail dela (que me inspirou a escrever estes dois posts), dizendo: "Você é totalmente louca. Não dá pra conversar nada sério com você! Mas na próxima, eu vou te imitar!"

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Sombras do passado

Red's, às 01h54

Há uma linha filosófica greco-romana, com influências saxãs, que diz: "Ex bom é ex morto". Eu, ao dar uma atualizada nestas observações, ainda faço um acréscimo: Ex bom é ex morto, cremado e as cinzas jogadas ao mar.

Ok, ok, eu já sei. Muitos de vocês estão lendo isso e pensando: "Que horror! Que falta de civilidade! Eu consigo estabelecer boas relações com meus/minhas ex!"

Tá, tá, tá. Vocês são pessoas de sorte. São, de fato, melhores e mais evoluídas espiritualmente do que eu. Mas, graças a Deus, consegui reunir um pequeno grupo de adeptos, nesta nossa visão de vida um tanto "chão de fábrica". Mas as experiências e idéias trocadas neste pequeno grupo confirmaram algumas suspeitas minhas:

a) amiguinho de ex se transforma, em 99% das vezes, em trepadas esporádicas. Coisa que nós, da escola filosófica, vetamos.

b) amiguinho de ex geralmente significa que um dos dois ainda tem esperança de voltar. Coisa que nós, da escola filosófica, vetamos.

c) amiguinho de ex pode significar "não vamos quebrar o pau e nem arremessar objetos nas cabeças alheias em respeito aos filhos em comum". Muito digno! Mas nós, da escola filosófica, vetamos.

Entrei para a escola porque a vida praticamente me empurrou até lá. Usando um trator, eu diria. Meus relacionamentos terminaram praticamente por dois únicos motivos:

1) eu cometi a cagada imperdoável de tentar salvar o que não tinha salvamento até a última gota de sangue e, quando percebi, havia acabado o respeito, o carinho, a vontade de olhar na cara. A paixão já havia se transformado em "se esse sujeito não sumir da minha frente, eu vou matá-lo com requintes de crueldade".

Não acredito, porém, que se tivesse pulado fora antes, teria conservado a amizade. Mas talvez não tivesse vontade de atravessar a rua e fingir que não conheço ao cruzar com um deles pelos caminhos da vida. Talvez eu dissesse "Oi, tudo bem? Tchau, hein?".

Sabe aqueles relacionamentos que, quando você termina, entra em casa e diz: "Ai, meu Deus, graças a Deus que acabou! Que alívio!"? Dá vontade de rodopiar pela sala.

2) eu cometi a cagada imperdoável de não levar a sério uma lei universal incontestável, acabava ouvindo aquele papinho de "Não rola, você é uma mulher incrível, mas...". E o "mas", eu percebia pouco tempo depois, tinha nome, era uma retardada que falava com dedinho na boca e cara de "mamãe, nasci para ser esposinha".

E, é claro, eles se transformavam completamente: os caras legais viravam débeis mentais, ursinhos de pelúcia, que falam roçando narizinho e se chamam de apelidos babacas em público.

Neste caso, manter a amizade não seria questão de ser civilizada para dar uma de mulher superior. Eu me sentiria inferior se perdesse meu tempo sendo educada com pessoas por quem eu perdi ou não tenho o mínimo respeito. E eu tenho um problema emocional grave: não consigo respeitar quem cai de quatro por meninas que usam técnica do dedinho na boca, são burrinhas e moscas mortas. Sejam eles ex, amigos, parentes... não dá! Eu olho pro cara e penso: "Meu Deus, que babaca!". E eu não tenho o dom da diplomacia. O desprezo fica estampado na minha testa.

O pior é que os dois tipos (os que eu me livrei e os que me trocaram por idiotas) não sentem o mesmo que eu sobre isso. Eles gostam de mim. Volta e meia mandam e-mails, perguntam de mim para outras pessoas, ligam no meu aniversário (e eu, é claro, não atendo), deixam recados no orkut. Eles dizem que me acham o máximo, que eu sou bacana, isso e aquilo outro. Alguns realmente manifestaram uma profunda mágoa por eu cortar todo e qualquer tipo de laço. E eu apenas mantenho tudo no mais absoluto silêncio!

Bem, verdade seja dita, embora eu não ache que a minha escola filosófica seja a melhor saída, eu não tenho um pingo de vontade de estabelecer qualquer tipo de relação cordial com ex. Até porque seria falso, e eu não tenho paciência para fingir que tá tudo bem, quando na verdade eu estaria com vontade de sair correndo ou de levantar pra vomitar. E mais: vou conversar com eles sobre o que? Sobre como tá calor? E aí, você casou? Pois é, né, que coisa...

Eu tenho que ser amiguinha de um cara que atormentou a minha vida ensandecidamente durante todo o tempo do relacionamento com ataques de ciúmes doentios e descabidos? Eu tenho que ter boas relações com alguém que conseguiu, em pouco mais de um ano, me convencer de que eu era um lixo que não prestava para nada? Vou ser bacana com um imbecil que me humilhou? Não, eu prefiro gastar esse tempo aprendendo a selecionar melhor as pessoas com quem eu convivo. É beeeem mais legal.

Eu posso não ser civilizada, nem evoluída espiritualmente. Mas que eu estou bem melhor sem saber da existência desses rapazes, eu estou!

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Paulistanas da gema, falamos português, inglês, espanhol e muita bobagem. Adoramos livros, música e todo tipo de gastrono-
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