Gisele Ribeiro, às 23h36
Recebi em meu e-mail (gente, o hotmail eu só uso para o messenger!!!) a seguinte mensagem de uma fã carioca do "It's all about girls". Bom saber que estamos agradando, mas melhor ainda saber que nossos conselhos têm sido úteis. Beatriz, muito bem. Estamos orgulhosas de você.
Vejam só:
"Queridas blogueiras,
Quando eu crescer, quero ser como vocês. Parabéns, vocês são ótimas. Além do blog ser divertido, ele é muito útil, pois traz muitas dicas para quem quer se relacionar com outra pessoa. O motivo de escrever este e-mail não é para puxar o saco, mas para agradecer por todos os toques sutis e as porradas que vocês dão, elas serviram para me tirar de uma situação que não ia dar em nada.
Há um ano e meio me envolvi com um carinha. Eu não estava afim de nada sério e ele também não. Estávamos saindo de relacionamentos traumáticos e não queríamos nos envolver com ninguém. Nós saíamos, curtíamos, e cada um ia para o seu canto, sem cobranças, sem esperar nada, sem julgar os encontros que tínhamos com outras pessoas. Nenhum de nós cruzava aquela linha invisível que separava nossos limites.
Acontece que alguns meses depois, eu me vi gostando demais desse carinha. Gostar é pouco. Eu estava loucamente apaixonada por ele. Passou a me incomodar o fato de ele sair com outras, de ele nunca me incluir em qualquer programa normal, de nos encontrarmos somente para transar. Tentei abrir o jogo, mas não tive coragem. Não queria perder o pouco que ele me oferecia e, depois, quando ele estava comigo, era carinhoso, atencioso e parecia realmente gostar de mim.
Cada vez que eu pensava em dizer que gostava dele, eu gelava. E se ele sumisse? Ou dissesse que só queria mesmo trepadas sem conseqüência? Ou se pensasse "Mais uma neurótica na minha vida, não, obrigado"? Será que eu estava preparada para mais essa decepção?
Fui me enrolando nessa situação durante mais oito meses. Nos últimos dois, vínhamos saindo com uma freqüência maior (uma, duas, três vezes por semana), e eu cheguei a pensar que a coisa finalmente ia evoluir. Quando finalmente decidi revelar a minha paixão, os encontros ficaram espaçados. Eu tentei criar oportunidades extra-cama para dizer o que sentia. Chamei-o várias vezes para encontros normais, mas ele sempre tinha uma desculpa.
Foi quando eu lembrei de um post seu e a ficha caiu. O cara não queria nada comigo. Li todos os posts deste blog novamente e me indentifiquei com várias das situações mostradas: a da covarde que não larga o osso e se contenta com pouco, a da carnívora que insiste em ser vegetariana, a da modelo que se sente mulher só para comer. Identiquei o garoto também em vários dos maus exemplos: o do homem-planta que não interage, o do grosseirão que não sabe como tratar uma mulher, a do homem que usa e abusa da "receita pra aguarrá muié", a do covarde que não tem coragem pra assumir sentimentos...
Por isso, na última quarta-feira, resolvi sumir, sem dizer nada. Pode ter sido infantil da minha parte, mas se ele não me dava a chance de me abrir e dizer o que eu sinto, então não merecia ter uma explicação para o meu sumiço. Se um dia ele se interessar em saber, eu vou pensar se tenho interesse em dizer.
Eu ainda estou em choque, é claro. Mas sei que a vida tem que continuar. Afinal, a fila sempre anda. A gente só tem que dar oportunidade, né?
Beijos e muito, mas muito obrigado
Beatriz
PS: Por favor, não parem nunca de atualizar esse blog!!!!!! "
