It is all about girls... or men

11.11.05

Mania de casar

Renata Rondino, às 23h42

Esse post é uma reprodução do texto que está no blog de minha amiga Bartira. Para qualquer mulher, é um verdadeiro manual de como se livrar dessa pergunta sarnenta, da qual pouquíssimas escapam:

Desespero das solteiras, essa pergunta geralmente sai da boca de qualquer pessoa que te conheceu quando você ainda estava no colégio ou na faculdade. Para melhor me livrar do constrangimento dos familiares e em especial de minha mãe, que sempre solta uma lágrima quando a ouve, listei uma série de respostas - especialmente efetivas para senhoras idosas - para esta pergunta:

- E aí, quando vai casar?

- Quando teu marido cumprir o que me prometeu desde que começamos a sair juntos e te largar, você sabe que no Brasil quem é casado não pode casar de novo, a menos que se divorcie.

- Botei um anuncio no Parperfeito para ver se me arrumo. Você sabe que homem tá cada vez mais difícil. Você acha que eu consigo?

- Não sei, minha companheira está encontrando alguma dificuldade para a família aceitar nosso amor. Então decidimos esperar um pouco antes de oficializar a união.

- Casei semana passada numa cerimônia para 400 pessoas na Candelária. Você não recebeu o convite?

- (choro) O que você quer dizer com isso? Que eu sou encalhada? Que eu não arrumo ninguém?

- Eu sou wicca, não posso casar. Em compensação, todo solstício de verão eu me sento em volta de uma fogueira com outros wiccas e faço sexo com todos os homens que estiverem ao meu alcance, é o ritual da fertilidade.

- Eu nunca vou casar. Quem iria querer casar com um transsexual?

- Quando eu conseguir vencer minha tara sexual de só conseguir manter relações com uma melancia pintada de verde. Os homens geralmente não aceitam muito isso.

- Vou entrar para um convento no final do ano.

- Não lhe interessa. Meta-se com sua vida.

[ ] [ envie esta mensagem ]

Mulher de fases

Renata Rondino, às 23h13

Um amigo meu me solta essa pérola no meio da rua, enquanto reclamava dos ataques de chôro da namorada:
- Mulheres são foda! Vocês não passam de bombas hormonais!
Ele está repleto de razão. Mulheres são escravas desses malditos hormônios. Eles são capazes de nos mobilizar a realizar os atos mais sórdidos, e a chorar pelos motivos mais idiotas, como por exemplo não receber o devido carinho e afeto da pessoa que te ligou para fazer telemarketing.
Para que os homens possam lidar melhor com esses seres humanos frágeis, birrentos e imprevisíveis, eu poderia descrever o ciclo hormonal - o período entre uma menstruação e outra - da seguinte maneira:

Dias 1 e 2
- Que saco! Que cólica! Não quero sair de casa! Acho que vou inventar uma desinteria para faltar no trabalho.

Dias 5 e 6
- Ainda bem que esse negócio acabou. Me sinto tão bem!

Dias 7, 8, 9 e 10
- Que disposição! Quero ir a todas as baladas! Me sinto tão segura, linda e poderosa! Minha pele brilha.

Dias 11 e 12
- Tô a fim de sair. Quero conhecer pessoas novas, talvez beijar na boca...

Dias 13 e 14
- Se esse guarda vier me aplicar uma multa, ele vai mudar de idéia. Vou estuprá-lo sem dó nem piedade! Vou cuspir os ossinhos. Oooooooooooooooi, seu guarda! Nossa, que coisa de louco esse seu talão de multas. Me mostra como preenche?

Dias 15 e 16
- Alô? Quer falar com quem? Austregésilo? Não, aqui não tem ninguém com esse nome. Não, mas vem cá. Já que você ligou engano mesmo, você podia vir à minha casa agora. Estou de cinta-liga vermelha e uma garrafa de champagne. Você não sabe do que um chantilly é capaz!

Dias 17, 18, 19 e 20
- Quanto custa esse vibrador? Não, não é pra mim, é presente para uma amiga, sabe?

Dias 21, 22 e 23
- Dei uma engordada. Preciso voltar pra academia.

Dias 24, 25 e 26
- Ah, não! Espinha no nariz! PORRA!!!

Dias 27 e 28
(arremessando objetos na parede)
- Ninguém me ama. Sou uma bosta. Também, quem vai querer essa mulher gorda, disforme, chata? Vou me suicidar! O mundo me odeia! Cadê a caixa de Bis?

Dias 1 e 2
- Que saco! Que cólica! Não quero sair de casa! Acho que vou inventar uma desinteria para faltar no trabalho.

[ ] [ envie esta mensagem ]

10.11.05

Ninguém me ama, ninguém me quer...

Gisele Ribeiro, às 23h23

Não existe armadilha maior do que carência afetiva. Que o diga Daniela, uma amiga minha. Há tempos ela vem buscando um namorado. Segundo a sua contabilidade, exatos 2 anos, 3 meses e 10 dias. Ou, desde que terminou um noivado meteórico.

O problema é que na busca pelo cara ideal, Dani só se mete em roubada. Investe nos tipos mais esdrúxulos, justamente aqueles que em nada combinam com ela: metidos, presunçosos e com QI de ostra. Pior: que a trocam pela primeira loira siliconada que aparece.

É aí é aquele drama digno de Antônio Maria e sua clássica "Ninguém me ama". Ela chora, se descabela, ameaça suicidar-se e diz que não agüenta mais, que está cansada, que a vida está passando, que ela vai acabar sozinha...

Há duas semanas, a baladeira de plantão se meteu em mais um desses relacionamentos predestinados a dar em nada. Cantada-beijos-amassos. Naquela noite, esse trio tinha tudo para virar um quarteto, mas Dani foi tomada de uma súbita lucidez. Parou, antes que se arrependesse.

"Gi, o cara não tem nada a ver comigo. Vive em uma realidade completamente diferente da minha. Vou entrar na dele pra quê? Para cair noutra barca furada?". Pensei "Que bom, parece que ela aprendeu".

Nos dias que se seguiram, telefonemas, elogios, convites para sair, encontros. Acostumada a ser tratada como enfeite, Dani se encantou com a atenção repentina do rapaz.

Do sujeito vindo de outro planeta, o cara passou a ser, de uma hora para outra, um partido interessantíssimo, o homem da vida dela (como o são todos os caras com quem ela se mete).

O problema é que quando chega nessa fase, Dani, uma mulher inteligente e madura, vira um grude. Desses que vêm acompanhados de uma voz infantilóide. E sem nem pensar, já começa a fazer planos para o casamento, os filhos, o casamento dos filhos.

Depois ela não sabe por que seus relacionamentos não dão certo. Ou por que, após o terceiro, quarto encontro, os gajos a trocam pelas donas peitudas. Pelo menos dessas eles já sabem o que esperar desde o começo.

[ ] [ envie esta mensagem ]

08.11.05

Não diga nem sob tortura...

Gisele Ribeiro, às 05h36

"O que as mulheres não devem dizer a um homem nem sob tortura". A frase-título de um livro me chamou a atenção. O que será que temos de esconder a qualquer custo? Minha curiosidade cresceu quando vi que o autor era um homem. Afinal, o que os homens não querem jamais ouvir de nossas bocas?

Não resisti e comprei um exemplar. Li em menos de duas horas as 237 páginas com 365 não diga isso e 200 conselhos inúteis para evitar "roubadas". A qualidade literária está a uns 2.000 anos-luz de distância da de um Machado ou de um Marquez, mas as "soluções práticas" oferecidas pelo autor são verdadeiras pérolas. Veja uma coletânea:

- Ande bem vestida, perfumada e com os cabelos arrumados
- Conserve o carinho e a dedicação do início do relacionamento
- Não o rejeite. Homem não tolera isso
- Assista ao futebol ao lado dele, sem perguntas bobas do tipo: "Quem é aquele homem de preto?"
- Aceite as desculpas dele prontamente
- Quando ele fizer algo errado, esqueça
- Quando quiser desabafar, procure uma amiga
- Converse com seu parceiro somente quando ele não estiver envolvido com outras distrações
- Não critique os amigos dele nem tenha opiniões contrárias sobre eles
- Dê pouca demonstração de paixão em público. Carinhos ligeiros e discretos são suficientes

Em outras palavras, o que o autor propõe é que as mulheres aceitem os homens como eles são, sem discutir e sem exigir deles grandes declarações de amor. Talvez seu conselho mais útil seja exatamente aquele que fecha a lista de frases proibidas:

- Uma mulher não deve dizer a um homem, nem sob tortura, que já leu esse livro.

Ou que gastou R$ 19,90 numa porcaria dessas só para passar o tempo na sala de espera do médico.

[ ] [ envie esta mensagem ]



Quem somos



Paulistanas da gema, falamos português, inglês, espanhol e muita bobagem. Adoramos livros, música e todo tipo de gastrono-
mia, mas o que amamos mesmo é observar as pessoas e contar seus causos de forma divertida.

Conte-nos a sua história:
itsallaboutgirls@gmail.com

Histórico




Procure neste blog: