It is all about girls... or men

25.11.05

Homens são mais infiéis. UAAAU!!!

Gisele Ribeiro, às 12h32

Acabo de ler uma reportagem sobre a infidelidade masculina. Fico espantada como a declaração de alguns especialistas parece ser uma grande descoberta da ciência e como a mídia dá espaço para algumas babaquices sem nem questionar.

A novidade em questão é: os homens são mais infiéis que as mulheres (há). Detalhe, os infiéis (35% dos homens e 25% da mulheres) são latino-americanos (haha). Ora, numa sociedade em que a cultura do machismo é aceita com naturalidade -e, consequentemente, a puladelas de cerca-, a incidência da infidelidade masculina deveria ser mais do que esperada, não é mesmo?

O mais engraçado foi a declaração do tal especialista, o sexólogo mexicano Eusebio Rubio: "A resignação talvez seja uma das coisas que caracterizam os latinos, devido, eu acho, à pouca informação de homens e mulheres".

Desde quando o achismo deve ser levado em consideração em estudos do comportamento ou em qualquer outra investigaçao científica? E desde quando a resignição ou a falta de informação é justificativa para a infidelidade?

Tenha dó. Assim, até eu, que vivo falando bobagem, sou especialista.

[ ] [ envie esta mensagem ]

24.11.05

Momento feminino

Renata Rondino, às 14h42

Ser mulher dá uma trabalheira danada. Todas nós sabemos os sacrifícios, as horas perdidas no salão de beleza e os reais consumidos para que nossa condição de fêmea seja mantida. São rituais que exigem muito de nós - depilação dói, tintura de cabelo fede, alisamento te obriga a ficar três dias sem lavar o cabelo, peeling arde, manicure exige manutenção sempre. Enfim, são coisas de mulher.

Nossos esforços às vezes nos levam a nocaute. Vejam o exemplo de minha amiga, que esta tarde remeteu-me o e-mail a seguir:

Minha noite Aline Moraes acabou em Noite do Terror.

Comprei uma tinta 8.88, bem mais clara do que costumo passar, e meu cabelo simplesmente ficou castanho avermelhado, em vez de loiro. Aí, eram 23h, e eu bem puta com o resultado. Não tive dúvidas: fiz mechas eu mesma. Na primeira tentativa, meu cabelo ficou cor de mamão papaya. Na segunda, ficou cor de manga. E agora está cor de gema de ovo!

Nada como ser criativa e fazer experimentos com o próprio cabelo!

Meu pobre filho de 7 anos teve que ficar comigo, de cobaia, até meia-noite, pra me dizer se estava ficando bom ou não. Afinal de contas, eu precisava de uma opinião masculina.

Bem, este e-mail é somente para comunicar que estarei na pista do Credicard Hall berrando e me descabelando os fios de ovos pelo Ricky Martin, no próximo dia 1!!

Yes!

 

[ ] [ envie esta mensagem ]

21.11.05

Uma nova modalidade de namoro

Gisele Ribeiro, às 12h23

Existe uma nova modalidade de namoro na praça: o namoro mais ou menos. Ele não se enquadra nas categorias "ficar" e "relação passageira", porque os envolvidos passaram pela fase do quer-namorar-comigo?-quero. Também não se encaixa na categoria namorar, porque os dois já terminaram o romance. Várias vezes. Muito menos faz parte da categoria ex-namoro, porque os dois, embora tenham dito basta ao relacionamento, continuam a se tratar como namorados.

Parece confuso? A princípio, é. Mas basta conversar com um dos protagonistas desse romance diferente para descobrir o problema: um deles gosta e quer levar a sério, o outro não sabe se gosta e quer levar ao sabor do vento. Ou seja, quero te ver quando eu quiser ou quando me der vontade. Quero que você fique à minha disposição e não se envolva com outras. Quero transar com você quando eu estiver afim. Te quero, mas não me cobre, porque a recíproca não é verdadeira.

Ora, eu me pergunto. O que leva um camarada inteligente, boa pinta, divertido e romântico a aceitar uma situação como essa? Masoquismo? Ele é apaixonado por ela. Mas ela? Não se sabe. Nunca se comprometeu e, ao que parece, não vai fazê-lo jamais. Aceitou o namoro por comodidade: uma boa companhia sempre à mão.

E a desculpinha para tal comportamento é a mesma que nós, mulheres, odiamos ouvir dos homens: eu gosto de você, mas não estou preparada para um relacionamento sério. Se é assim, então por que aceitou o pedido e por que continua insistindo em segurar aquilo que não quer? Deixa o cara continuar a vida dele!

[ ] [ envie esta mensagem ]

20.11.05

Seu destino tem nome

Gisele Ribeiro, às 20h20

"Seu destino tem nome". Ouvi a frase e olhei para os lados. De onde vinha aquela voz? Nada. Achei que estava imaginando coisa e segui adiante. Eram seis e meia da manhã deste domingo quente e eu estava fazendo minha corrida matinal no parque. Na terceira volta, no mesmo ponto, ouvi novamente: "Seu destino tem nome". Aquilo me deu arrepios e se não fosse pela luz do dia e pela companhia de dezenas de outros corredores, eu teria fugido dali na hora.

Olhei novamente à minha volta querendo identificar a origem daquela frase misteriosa, mas a única coisa que divisei entre as árvores foi uma senhora passeando seu cachorro. O relógio marcava 8h10, três voltas, quase 9 km. Hora de parar. Decidi fazer o alongamento final ali mesmo, já achando que o que eu ouvira fosse meus batimentos cardíacos acelerados dizendo que eu havia exagerado no exercício.

Cinco minutos depois, a frase ecoou de novo, desta vez mais próxima e do meu lado. Virei-me e vi um senhor, de olhos muito pretos e miúdos e cabelos totalmente grisalhos, segurando um terço. "Bom dia, moça. Não se assuste. Mas eu estou tentando chamar sua atençao há mais de uma hora". Um ponto de interrogação gigantesco deve ter aparecido na minha cara, porque antes que eu abrisse a minha boca, ele foi logo emendando. "Sabe, eu tenho esse dom... eu prevejo o futuro... e eu vi o seu destino...".

Ahhhhh, que ótimo. Só me faltava essa, mais um maluco. E este tinha acordado cedo! Comecei a rir. "Olha, o senhor não me leve a mal, mas eu prefiro continuar esperando meu destino chegar espontaneamente". Foi como se eu não tivesse falado nada. "Não, moça, a senhorita não está entendendo. Eu estou dizendo que eu vi o seu destino".

"Olha, meu senhor, eu não acredito nessas coisas". Já ia saindo quando ele disse: "Fulano de tal. Esse nome lhe é familiar? Pois ele é o seu destino. E se a senhorita não tomar uma providência, ele vai escapar". Naquele momento, o ponto de interrogação da minha cara deve ter-se transformado numa exclamação enorme, porque o nome realmente me era familiar. Mas quando eu me voltei para perguntar alguma coisa, ele já tinha virado as costas e estava indo embora.

Pensei em ir atrás dele, para saber mais sobre o meu destino, que preferira se revelar a um estranho e não a mim, mas desisti. Voltei para casa pensando naquele encontro bizarro. De onde tinha surgido aquele homem? E por que ele foi achar de fuçar logo no meu destino? Que saco! A última coisa que quero é ficar como várias amigas minhas que pautam suas vidas pelo que lhes dizem cartomantes, tarólogas, quiromantes e pais e mães-de-santo.

Afinal, de que adianta saber o futuro se uma única coisinha -uma frase dita na hora errada, um ato impensado, um sorriso, um esbarrão ou mesmo um palavrão- pode mudar totalmente o rumo das nossas vidas? Melhor ficar no escuro.

[ ] [ envie esta mensagem ]



Quem somos



Paulistanas da gema, falamos português, inglês, espanhol e muita bobagem. Adoramos livros, música e todo tipo de gastrono-
mia, mas o que amamos mesmo é observar as pessoas e contar seus causos de forma divertida.

Conte-nos a sua história:
itsallaboutgirls@gmail.com

Histórico




Procure neste blog: