It is all about girls... or men

20.01.06

Os homens só pensam naquilo

Gisele Ribeiro, às 12h45

Não se engane. Todo homem só tem um pensamento em mente quando se trata de uma mulher: comê-la. Esta afirmação não é minha. É de um amigo que não acredita em amizade desinteressada entre os sexos.

Uma frase digna de cafajeste, é bem verdade, mas que retrata como pensa a maioria dos homens. "Há alguns que querem comer a mesma mulher por mais tempo, outros menos, mas o objetivo é sempre o mesmo", diz ele. "E enquanto as mulheres já fazem planos para outros encontros, nós já estamos pensando quem será a próxima da fila".

Na mesa do bar em que estávamos, nenhum dos presentes ficou espantado. Sete homens, três mulheres. Mas começamos a questionar as amizades que sempre foram amizades e que nunca passaram disso. E aí, o time feminino foi implacável: quer dizer que sempre corremos o risco de vocês tentarem nos comer?

Entre eeeeeeehhhs e hãhãsss engasgados, algumas caras vermelhas de vergonha e tentativas de fugir da resposta à pergunta encabuladora, os meninos saíram-se com essas:

- "Claro que não! Mas não podemos negar que isso não tenha passado pelas nossas cabeças em algum momento, antes de vermos que só daria em amizade".
- "Amiga minha é que nem homem, mas só se for namorada do meu amigo."

Mais assustador que saber que aquele amigão seu já imaginou momentos calientes com você, é constatar que, não importa quanto fogo seja descoberto ou quantas rodas sejam inventadas, os homens sempre estarão na idade da pedra, pensando com a cabeça de baixo e agindo apenas por instinto de sobrevivência. Ou seja, caçam para comer e comem para caçar. Assim, sem meios-termos.

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17.01.06

A seita das amigas

Renata Rondino, às 17h42

Todo homem sabe que, quando começa a se relacionar com uma mulher, tem que passar pelo clubinho das amigas. E elas irão praticamente depená-lo, virá-lo do avesso, sem dó nem piedade. Mas faz parte.

Homens dificilmente se reúnem com outros machos para ficar contando coisas da relação. Só os mais canalhas contam detalhes picantes de suas aventuras sexuais, de forma a se auto-afirmar para os outros. Diz a lenda que isso está relacionado à insegurança sobre o tamanho do órgão sexual, ou algo parecido.

Mas mulheres não. Elas contam tudo. Não sobre a vida sexual, porque sabemos que fazer propaganda costuma despertar o interesse das amigas concorrentes. E se reclamar, de repente ela pode querer ir lá conferir. As meninas falam de tudo o que ele falou, nos mínimos detalhes, incluindo o tom de voz utilizado.

O mais divertido de tudo, porém, é uma amiga minha que saiu pela primeira vez com um cara e já está cheia de minhocas na cabeça, querendo tratá-las com as amigas. Primeiro, enviou a elas os e-mails trocados com o rapaz, para que elas pudessem analisar o que ele quis dizer com cada palavra.

Por que? Vejam só. Eles saíram uma noite, conversaram e riram. Segundo ela, foi ótimo. Trocaram e-mails e mensagens via celular. No dia seguinte, encontraram-se em um bar no horário de almoço. Ela com a turma de trabalho, e ele com o grupo dele. Cumprimentaram-se com olhares e nada mais. Ou melhor, sequer se cumprimentaram. Trocaram olhares cúmplices e cada um seguiu o seu caminho.

De volta ao escritório, ela envia ao cara um e-mail dizendo ter ficado sem graça de cumprimentá-lo na frente dos colegas de trabalho. E eis que ele responde que preferia que fosse assim, que ninguém ficasse sabendo. E ainda ressaltou o quanto gosta do anonimato das grandes cidades, onde ninguém fica sabendo da vida de ninguém.

Luz amarela.

Depois, manda outro e-mail, em uma sexta-feira, todo meloso, desejando a ela um bom final de semana.

Luz amarela. Com sirenes.

Sumiu. Sem chamá-la para um novo encontro. Disse que ficava para depois.

“Será que ele tem namorada?”, desconfia a minha amiga, pedindo a opinião da seita. Elas torcem o nariz. Há sinais de mulher aí no meio. Por outro lado, o motivo do sumiço no fim de semana pode estar relacionado a um projeto da empresa dele, que garante o orçamento para todo o ano.

“De repente o cara é bonzinho, todo correto, e nós já o crucificamos, enterramos e voltamos a crucificá-lo umas 20 vezes”, diz ela, chorosa, no msn.

Não importa. Às amigas cabe interpretar os sinais. As razões do rapaz não têm a menor importância.

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16.01.06

Triângulo vergonhoso

Gisele Ribeiro, às 12h01

Um sujeito com cara de bonzinho entra na loja e pede para ver alianças de noivado. O vendedor traz alguns pares, o camarada experimenta todos os modelos, escolhe e diz: "Esta está ótima. Vou levar três". Uma semana depois da compra, ficará noivo de duas mulheres: a mãe de sua filha e a namorada.

Parece brincadeira, né? Mas não é. O noivado aconteceu no último sábado, sem que nenhuma das duas sequer desconfiasse da existência da outra. E assim vai ser até o dia do término desse triângulo amoroso. Sim, porque o sujeito já decidiu que vai acabar com a farsa dupla em quatro meses. Como ele vai administrar isso até lá? Da mesma forma que vem fazendo há alguns anos.

Quando me contaram essa história, eu não acreditei. Já vi e ouvi muitos causos que deixariam qualquer um de cabelos em pé. Mas este superou todas as sacanagens que conheço, tamanha a má fé do sujeito. Quando questionado sobre o porquê de estar fazendo isso, ele responde, na maior cara dura: "Para ser mau". Simples assim.

Não tenho palavras para expressar a minha surpresa com o comportamento desse camarada. Não se trata de gostar de duas pessoas ao mesmo tempo. De estar confuso sobre quem escolher -direito de qualquer um. Se trata, simplesmente, de querer ser filho da puta. E se orgulhar disso.

Eu prefiro acreditar que ele tem uma disfunção cerebral que o impede de discernir entre o que é certo e o que é errado. Que ele foi desprovido, na infância, de qualquer educação sobre moralidade.

Do contrário, como justificar a total falta de sensibilidade, o mau-caratismo que parece inato? Mesmo que ele termine os relacionamentos, vai ter de conviver para o resto da vida com a mãe da filha. Ou será que pretende pôr fim à paternidade também?

A única coisa que me consola, neste caso, é que mentira tem perna curta.

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Quem somos



Paulistanas da gema, falamos português, inglês, espanhol e muita bobagem. Adoramos livros, música e todo tipo de gastrono-
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