It is all about girls... or men

17.02.06

O Pentelho

Gisele Ribeiro, às 11h16

Alguns caras parecem gostar de fazer papel de chatos. São aqueles tipos insistentes, que nao sabem quando devem parar. Eles acham que "não" significa "estou bancando a difícil, tente mais um pouco" ou "estou louca para dar pra você, só preciso tomar consciência disso".

Há uns dois anos, mais ou menos, um chato grudou na Renata e ficou um longo período fazendo marcação cerrada. Mandava e-mails, torpedos melosos no celular, flores, CDs, telefonava quinhentas vezes por dia, mesmo que ela não atendesse a nenhuma das chamadas. Quando finalmente percebeu que ela não ia corresponder ao interesse dele, ficou bravinho. Saiu dizendo para todo mundo que mulher não sabe mesmo dar valor a quem a trata bem.

Estou falando de gentileza, atenção e carinho mútuos entre pessoas que estão juntas. Quando uma das partes já deixou bem claro que não quer nada com a outra, a insistência transforma a pessoa, homem ou mulher, numa grande pentelha.

Tenho um amigo cuja ex-namorada ainda acha que ela é o número dele (embora ele esteja confortavelmente bem no papel de sapatinho de cristal de outra cinderela). A dita faz marcação cerrada. Telefona várias vezes ao dia, dá um jeito (bastante questionável, por sinal) de estar nas mesmas baladas que ele, aparece de surpresa no trabalho, na porta da casa dele, no boteco em que ele bebe com os amigos, na fila do supermercado. Segue-o por todos os cantos, como se ela não tivesse coisa melhor pra fazer.

Um outro amigo quase atropelou a ex, porque ela jogou-se na frente do carro para atrair-lhe a atenção depois de várias tentativas frustradas de retomar o romance. "Devia ter atropelado, Gi. Pelo menos ficava livre". O cara casou com outra, e a maluca ainda tentou impedir o casamento.

Outra maluca persegue o ex-marido há dez anos. DEZ anos!!! Não faz nada na vida a não ser pensar em meios para atazanar a vida do pobre coitado para vingar-se por ter sido trocada por outra. Há dez anos não dá um beijo na boca, não se interessa por ninguém, não dá pra ninguém. Só pensa em como ela pode riscar o carro dele, fazer escândalo no escritório dele, armar barracos homéricos na portaria do prédio. Uma coisa de baixíssimo nível, embaraçosa até mesmo para programas da Márcia Goldsmith.

Eu me pergunto como alguém pode viver dessa forma. É muita falta de auto-estima insistir em alguém que já deixou claro que a única coisa que quer dela é distância. Mínima de 150 metros.

Mas pior que esses tipos são os malucos que passam à perseguição implacável sem nem mesmo terem tido algo com a "vítima". Recebem o não inicial, definitivo: "Estou feliz em outro relacionamento". A primeira reação? O desdém: "Também não queria, tá. Você nem é tudo isso". A vítima ignora a reação desdenhosa, aliás, nem toma conhecimento dO Pentelho. E eis que ele começa o acosso novamente. Deve achar que é só uma questã de tempo para o alvo perceber que ele é o homem da vida dela. E continua mandando recadinhos truncados, públicos.

Provavelmente esses tipos devem pensar: "Ahhhh... uma hora ele (a) vai perceber a coisa maravilhosa que desprezou. Se arrependerá e virá atrás de mim". E ficam ali, tentando comer pelas bordas, fazendo joguinho de sedução -só na cabeça dos pentelhos, é claro, porque para as vítimas...

Pode ser que nós, autoras deste blog, estejamos muito por fora da realidade. Mas é que fomos educadas a discernir entre o certo e o errado, entre o sim e o não. E para nós, a palavra "não" ainda significa "não".

E se depois disso ainda restar dúvida, basta uma consulta rápida ao dicionário. Está lá o significado: Não, substantivo masculino - recusa, negativa enfática.

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16.02.06

Relação de igualdade

Red's, às 14h44

Os posts sobre a dificuldade de alguns homens em serem um pouco menos mãos-de-vaca gerou um comentário muito interessante de um amigo meu, o Beto.

Ele deu risada de alguns casos, chamou-me no messenger e disse:

- Engraçado. Quando eu namorava a Letícia, sempre fiz todo esforço do mundo para agradá-la. Sempre a levava em lugares legais e, na medida do possível, não regulava nada. Achava o máximo vê-la feliz. Queria sempre agradá-la. Depois que terminamos, a única coisa que fiquei sabendo é que ela comentava para os outros que eu era um "bobo". Que homem que trata mulher assim, a pão-de-ló, não passa de um bobo.

Vejam que interessante! Vou apresentá-la então ao pão-duro do Dia dos Namorados. Assim ela poderá ir com ele a um monte de lugares de categoria "tanto faz". Conhecem esta classificação? Qualquer lugar tá bom, contanto que não gaste muito dinheiro e volte logo pra casa.

E ela viverá feliz ao lado de alguém que não está nem aí para agradá-la. Ela ganhará alguma lembrancinha vagabunda no Natal, que ele comprou na banquinha do camelô pra se livrar da obrigação. Viverão numa relação de igualdade. Afinal, segundo ela, gentileza, cortesia, e boa-educação são itens fora de moda nos tempos de hoje.

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14.02.06

A gasolina

Red's, às 18h34

De tanto contar histórias alheias, já vieram me perguntar se eu não tenho nenhuma mancha negra em meu passado que eu possa revelar neste blog. Tenho algumas, mas não sei se são tão divertidas quanto as que algumas amigas minhas mais malucas são capazes de produzir.

Um dia desses, a minha amiga, cujo cara a convidou para o bar onde a caipirinha era mais em conta, estava reunida com um grupo de mulheres falando do assunto favorito delas, que todos nós sabemos qual é. Eis que ela conta uma história minha para as moças. A revolta é tamanha que a pobre amiga é obrigada a me ligar, para que as mulheres na mesa pudessem manifestar pessoalmente toneladas de indignação.

Com razão, eu gostaria de deixar isso bem claro.

Bem, como eu já disse em posts anteriores, eu não sou uma pessoa de conta bancária polpuda. Mas tenho o suficiente para bancar a mulher independente e rachar contas, contanto que eu não namore alguém que queira jantar no Leopolldo todas as noites ou queira passar férias em hotéis 5 estrelas em Aspen. A questão é que, há uns bons anos, eu namorava um rapaz que tinha uma Cherokee.

Não, calma! Eu não sou Maria-Gasolina. O que deixou as moças loucas de ódio e a ponto de fazer um protesto em praça pública e queimar sutiãs foi o seguinte: o carro, por possuir um motor muito forte (para ser capaz de escalar o Himalaia na segunda marcha), consome uma gasolina considerável. Aquela joça faz, se muito, 4 quilômetros por litro.

O meu Corsa, na época, fazia 13 quilômetros com o mesmo litro de gasolina. Mas ele só gostava de andar e viajar com a tal Cherokee. E olha que ele viajava, viu? O tal carro bêbado passava o fim de semana inteiro rodando. E bebendo. Rodando. Bebendo. Rodando. Bebendo.

A merda é que esse meu ex-namorado fazia questão de rachar a conta da gasolina.

A minha amiga falava comigo ao telefone, e eu só ouvia ao fundo os berros das mulheres, dizendo que eu envergonhava a categoria.

Minha amiga ainda tentou me salvar e berrou para a multidão enfurecida:

- Mas ele cozinha pra ela. Ele é ótimo na cozinha!

- Ele racha a conta dos ingredientes? - perguntou uma delas.

- Elas estão perguntando se você racha a conta dos ingredientes! - repassou o recado.

- É... veja bem... er...

- Renata, se você me disser que ele racha, eu vou desligar o telefone na sua cara!!!

- É que...

Clic.

E eu me resignei. Só isso.

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13.02.06

O pão duro

Red's, às 18h52

Existem alguns sinais de que aquele cara não foi feito pra você. São sinais que você pode perceber na hora, nos primeiros momentos juntos. É aquela luz amarela que diz: "Em caso de emergência, corra!"

Vejam vocês o caso de uma amiga minha, convidada a sair pela primeira vez com um rapaz que parecia, acima de tudo, ser um bom moço. E rico, deveras rico. Não, ela nunca foi interesseira, embora sustente a tese de que jamais namoraria um cara que ganhe menos que ela. O que realmente a deixou com a pulga atrás da orelha foi o seguinte comentário:

- Então, Fulana, vamos sair esta noite?
- Sim, onde vamos?
- Então, eu queria ir num bar chamado Schlebts, porque lá a caipirinha é barato.

Ela adquiriu uma expressão no rosto conhecida nos meios politicamente corretos como "cara de nádegas".

Posso admitir qualquer coisa neste mundo, menos homem pão duro no primeiro encontro. Se ele for rico, é pior ainda. Não tem perdão!

Não quero dizer com isso que só aceitaria sair com um cara se fôssemos ao Fasano tomar Romanée Conti e comer caviar. Não, não! Até porque eu não sou nenhuma Yara Baumgarten, tenho carro popular e ainda estou tentando umas economias pra comprar uma televisão pro meu quarto. Mas também não vamos exagerar. Estamos falando do primeiro encontro. O primeiro encontro tem que ser meio tradicional... o homem tem que fazer coisas para impressionar a mulher. Pô, é tão legal isso!

Depois, aos poucos, com o desenrolar do relacionamento, ele pode liberar o lado "vou te levar pra tomar uma cerveja no Bar do Zé Ladrão". Ela já estará apaixonada e achará lindo.

No primeiro encontro, eu aceito rachar a conta, aceito fazer um programa monetariamente viável - como comer uma pizza -, mas jamais demonstrações de pão-durice. Do tipo adorar um prato que custa X reais, mas pedir outro porque custa 4 reais a menos. Ou dispensar couvert porque é caro. Ou estacionar o carro a cinco quarteirões do local, em noite de garoa, só pra não pagar o vallet.

E quando ele abre o cardápio e fica reclamando dos preços? "Nossa, tantos reais por um filé mignon! Se eu comprar no supermercado e fizer em casa, sai por um quinto do preço!"

Mas esse negócio de dinheiro x relacionamento ainda rende boas histórias, que irei desenvolver nos posts a seguir.

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O pão duro - parte II

Red's, às 18h52

Era Dia dos Namorados. Aquela data romântica em que todos os casaizinhos do mundo vão fazer programas fofos, jantar à luz de velas e ir a um motel em seguida. Enquanto isso, os solteiros vão pra esbórnia e ficam tirando sarro dos comprometidos, mas isso é outra história.

Homens, não adianta. Mulheres dão um valor imenso para o Dia dos Namorados. Não apareça com um ursinho, um cartão UOL e cervejas na mão para assistir Portuguesa x Madureira na casa dela. Você TEM que ser romântico, pô! É só um dia por ano.

Uma minha amiga saiu pra jantar com o namorado. Era a primeira vez que ela comemorava a data. Nas várias anteriores, ela estava sempre solteira. Pois então havia aquela ansiedade natural feminina, para ver como os casais costumavam agir naquele dia.

Ele morava em um condomínio afastado da cidade e disse que estava com preguiça de ir até São Paulo em busca de um restaurante. Péééé! Ponto negativo para o rapaz. Era óbvio que, ao lado do condomínio, todos os restaurantes estariam lotados, porque vários namorados sem noção tiveram a mesma idéia de jerico.

Perto do condomínio tinha 3 restaurantes bons. Os três lotados. "Vamos esperar. A gente fica tomando um vinho", disse a pobre namorada. "Ah, mas eu odeio esperar em restaurante. Vou pagar caro pra ficar esperando? Sem falar que você consome muito mais!"

"Eu pago, então", disse ela, já querendo se jogar pela janela do carro. "Não é essa a questão. Eu vou pagar uma garrafa de vinho que custa 60 no restaurante, que eu compro por 17 no centro da cidade. Não tenho que alimentar esse tipo de absurdo", respondeu.

Diante da ameaça de beicinho da minha amiga - afinal, era Dia dos Namorados -, ele resolveu insistir em uma solução. Parou em frente a uma rotisserie bem vagabunda, que tinha um balcão de fórmica, quatro mesas e apenas um garçom lá dentro. Mais nada. Talvez uma ou duas moscas.

- Vamos aí?
- Ahn...
- Vamos. Não tem fila, a gente come logo e volta pra casa.

Naquela hora, minha amiga pensou que até Chuck Norris seria mais sensível do que aquele negócio com quem ela namorava.

Enfim, depois de muita malcriação, minha amiga conseguiu negociar uma cantina italiana meia-boca. E o rapaz passou o jantar inteiro falando de coisas românticas como o mundo está caminhando para a auto-destruição, porque vai faltar água, a destruição das florestas, as guerras, as criancinhas morrendo, a questão da África...

Ao final da sobremesa - obtida através de um "tá bom, vai", porque o cara queria ir embora logo pra casa -, a minha amiga estava em depressão profunda e querendo se atirar dentro da primeira boca-de-lobo que encontrasse pelas ruas do condomínio. E ele ainda rachou a conta.

Enfim, os dois chegaram em casa, ele tomou banho e foi dormir. Com a sensação de que havia cumprido a sua obrigação de Dia dos Namorados. E ela passou o dia seguinte inteiro chorando nos ombros amigos.

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O pão duro - parte III

Red's, às 18h51

Uma outra amiga minha, com quem não falo há muito tempo, tinha um namorado que, para ser considerado mão de vaca, ele teria que reencarnar umas vinte vezes. Aliás, se ela souber que eu publiquei essa história, das duas, uma: ou ficará muito puta e vai me telefonar (o que será legal, pois finalmente reataremos contato) ou vai dar risada e fingir que nunca fez nada disso.

O namoradinho dela, que eu sempre considerei um grande babaca, tinha aversão a tirar a carteira do bolso. A não ser pra encher a cara de cerveja até ser carregado pra casa, o que costumava acontecer todo final de semana, sem exceção.

Ele não ganhava mal. Muito pelo contrário. Ele era corta-tesão, mesmo.

Ele era tão mão-de-vaca que, se comemorasse aniversário na casa dele, cobrava por cabeça de cada convidado. Só servia comida e bebida vagabunda, porque saía mais barato.

Agora, o melhor de tudo ficava por conta da casa dele. Nada dali era original. Tudo era de segunda mão. Não que ele fosse um morto de fome. Era pura e simples dificuldade de gastar dinheiro. A não ser com video-game. E cerveja na geladeira.

O sofá veio da casa da tia do amigo, a TV ficava no chão porque ainda não encontraram um doador pra mesinha, a mesa de jantar tinha uma cadeira de cada tipo. O fogão e a geladeira estavam caindo aos pedaços. O colchão era do antigo morador da casa, e tinha mais buracos que a superfície da Lua. Lençóis vagabundos, toalhas de quinta categoria, meia dúzia de talheres de faqueiros diferentes que não combinavam, copos de requeijão.

"Pra quê gastar dinheiro com frescura?", argumentava.

Aí vinham os detalhes mais podres.

O banheiro tinha uma pasta de dente cuja marca você nunca ouviu falar na vida. Tinha um gosto de purgante. O papel higiênico era uma lixa, de qualidade inferior a banheiros de rodoviária e postos de gasolina de estradas do sertão baiano. E o sabonete, então? Se o cara tomasse banho com sabão de côco, acho que seria melhor do que aquela coisa inexplicável.

"É tudo a mesma coisa. Vocês que são otários, ficam pagando mais caros por produtos iguais a este, mas que têm grife. Grande coisa!", ele dizia, orgulhoso de seus feitos.

Eu fui visitar o casal na casa do ilustre mão-de-vaca duas vezes. Além de me sentir constrangida por ter que sentar em um sofá cujo braço estava soltando - e que ele não mandava arrumar porque não ia gastar dinheiro, assim que tivesse tempo ele colocaria dois pregos e resolveria tudo -, eu acho o cúmulo da grosseria visitar alguém que não me oferece sequer um amendoim. Na segunda vez ele ousou pedir à minha amiga (enquanto jogava videogame) fazer um suco Maguary pra mim, e eu quis que ele ficasse impotente pro resto da vida, de raiva.

Minha amiga ainda achou, na época, que ela poderia mudá-lo. Introduziria, aos pouquinhos, umas melhoras aqui, outras acolá. Mas nada. Ele era realmente um selvagem. Ele faria qualquer coisa para economizar dois reais. Ele rachava com ela até pay per view de filme.

O sabão em pó e o amaciante de roupas era algo desconhecido. Tinham cheiros horríveis. "É a mesma coisa que OMO!", justificava. "A fórmula é igual para todas as marcas!"

As roupas dele eram TODAS fora de moda. Pra quê comprar novas, se aquelas ainda servem? Orgulhava-se em dizer que usava as mesmas camisas há mais de dez anos, as mesmas calças, os mesmos sapatos. E vale ressaltar que boa parte das roupas era doada pelo pai, quando fazia aquelas varreduras no armário.

Das vezes que o encontrei, em companhia de minha sorridente amiga, tentei não dar risada das roupas dele. Seria como ver alguém na rua hoje com ombreiras na camisa e aqueles topetões que se usavam no início dos anos 90.

Na geladeira, a coisa era ainda pior. "Rê, eu estou com fome. Não tem nada pra comer na casa dele!", choramingava ela ao telefone. Tinha um pão de forma genérico, com um leite cuja marca ela nunca ouviu falar na vida e que era pior que Leite C, uma margarina que nem poderia ser classificada como genérica. Não tinha Nescau, tinha um achocolatado Sei lá o Quê, que não dissolvia no leite. Não tinha sequer Guaraná Antártica. Era Frevo mesmo. E ele jurava que era igualzinho. E ovo. Nada mais.

"Amorzinho, vamos pedir pizza?", pedia a esfomeada. Claro. Lá vinha ele com o folheto de uma pizzaria de fundo de quintal, que devia usar temperos e queijos da qualidade mais ralé do mundo (a julgar pelo preço da pizza de mussarela, de R$ 9,50).

E vejam só o argumento do mão-de-vaca: a cada compra mensal, ao comprar sempre os produtos mais baratos de todos, ele economizava cerca de R$ 15. Isso significa uma economia de 180 reais por ano. Lindo!! Você vive na merda para economizar 1800 reais em dez anos.

Ela reclamava, vivia triste. Ele nunca fazia um esforço para agradá-la. Tudo era caro. Tudo era trabalhoso. Nada de sair pra jantar, ele fazia um ovo frito maravilhoso pra ela. Nada de sair pra dançar, porque sempre tinha um churrasco de um amigo, acompanhado de cerveja. Nada de nada!

Um dia, a minha amiga conheceu um cara muito legal. E olha, eu vou dizer. O chifre que o pão-duro ganhou na cabeça era uma coisa fina, viu? Griffe!

Se ele continua pão-duro, não sabemos. Mas ela? Ela não me liga há séculos porque casou. Com um cara que a trata muito bem. Não é rico. Mas sabe que a felicidade também é feita de coisas supérfluas.

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Paulistanas da gema, falamos português, inglês, espanhol e muita bobagem. Adoramos livros, música e todo tipo de gastrono-
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