Red's, às 14h58
Minha amiga Giovana me ligou hoje para dizer que os próximos sábados dela estarão todos ocupados com cerimônias de casamento das amigas, sendo algumas conhecidas minhas. "Por que você não faz um post sobre como arrumar um casamento?", sugeriu ela, já que todas as noivas que subirão ao altar têm histórias pouco tradicionais.
Uma trocou um antigo namorado por alguém que conhece há menos de um semestre, outra só encontrou o noivo pessoalmente seis vezes, outra irá se casar com alguém que conheceu jogando pela Internet. E assim, de supetão, lá estão elas encomendando vestidos e distribuindo convites. Embaladas por uma paixão desenfreada, pela empolgação das borboletas no estômago, ou pela simples idéia de casar.
E Giovana fala delas de uma forma engraçada. Me dá a impressão de que ela está pensando algo como "elas conseguiram, eu não". Giovana teve dois namoros longos, que terminaram sem alianças no dedo. "Eu admiro a coragem delas de pagar pra ver", disse ela. "E um ponto em comum entre elas é que os caras apareceram numa hora em que elas estavam super desencanadas, não estavam à procura de homem. Acho que deve ser esta a fórmula".
"Elas estavam desencanadas e continuam até agora, né?", falei. "Sim, porque o mais fácil dessa história toda é casar. Contrate um bufê, pague um vestido e case. Eu quero ver o casamento de verdade, o dia-a-dia. Casar pra ver no que vai dar, qualquer um consegue", acrescentei.
"Mas Renata, eu aprendi que essas coisas não têm fórmula", Giovana explicou, com uma grande dose de razão. Afinal, vemos aí histórias de casais que se juntaram um mês após o início do namoro e cuja relação já anda firme há bons anos, alguns com filhos. O melhor exemplo disso é o casal JN, William Bonner e Fátima Bernardes. Mas para cada casal assim, existem milhares de outros que estão se divorciando porque a união não se sustentou depois que a empolgação, a paixão, as borboletas no estômago sumiram.
Eu mesma arrisquei um noivado precoce. Corri do altar mais ou menos 5 meses antes da cerimônia. E, sinceramente, acho que foi a melhor decisão que eu já tomei na vida. E hoje aprendi que a convivência é muito importante para se resolver juntar os trapinhos. É muito mais valioso do que aquele amor saltitante, que sinceramente eu só vejo em paixões fugazes e em livros Sabrina.
Mas o que eu queria entender é os motivos que levaram a minha amiga a valorizar os casamentos de supetão, em detrimento dos seus relacionamentos de longos períodos. O casamento não é sinal de sucesso de nada, mas parece que dá um status que eu não consigo entender. Eu, sinceramente, preferia muito mais ter vivido intensamente as relações que ela teve, vivenciando a cumplicidade, os momentos ruins, as virtudes, os defeitos. Enfim, viver aquela fase em que nós deixamos de querer encantar o outro e passamos a ser nós mesmos. É a partir daí que eu passo a acreditar em relações legítimas.
