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10.03.06

Como arrumar um casamento?

Red's, às 14h58

Minha amiga Giovana me ligou hoje para dizer que os próximos sábados dela estarão todos ocupados com cerimônias de casamento das amigas, sendo algumas conhecidas minhas. "Por que você não faz um post sobre como arrumar um casamento?", sugeriu ela, já que todas as noivas que subirão ao altar têm histórias pouco tradicionais.

Uma trocou um antigo namorado por alguém que conhece há menos de um semestre, outra só encontrou o noivo pessoalmente seis vezes, outra irá se casar com alguém que conheceu jogando pela Internet. E assim, de supetão, lá estão elas encomendando vestidos e distribuindo convites. Embaladas por uma paixão desenfreada, pela empolgação das borboletas no estômago, ou pela simples idéia de casar.

E Giovana fala delas de uma forma engraçada. Me dá a impressão de que ela está pensando algo como "elas conseguiram, eu não". Giovana teve dois namoros longos, que terminaram sem alianças no dedo. "Eu admiro a coragem delas de pagar pra ver", disse ela. "E um ponto em comum entre elas é que os caras apareceram numa hora em que elas estavam super desencanadas, não estavam à procura de homem. Acho que deve ser esta a fórmula".

"Elas estavam desencanadas e continuam até agora, né?", falei. "Sim, porque o mais fácil dessa história toda é casar. Contrate um bufê, pague um vestido e case. Eu quero ver o casamento de verdade, o dia-a-dia. Casar pra ver no que vai dar, qualquer um consegue", acrescentei.

"Mas Renata, eu aprendi que essas coisas não têm fórmula", Giovana explicou, com uma grande dose de razão. Afinal, vemos aí histórias de casais que se juntaram um mês após o início do namoro e cuja relação já anda firme há bons anos, alguns com filhos. O melhor exemplo disso é o casal JN, William Bonner e Fátima Bernardes. Mas para cada casal assim, existem milhares de outros que estão se divorciando porque a união não se sustentou depois que a empolgação, a paixão, as borboletas no estômago sumiram.

Eu mesma arrisquei um noivado precoce. Corri do altar mais ou menos 5 meses antes da cerimônia. E, sinceramente, acho que foi a melhor decisão que eu já tomei na vida. E hoje aprendi que a convivência é muito importante para se resolver juntar os trapinhos. É muito mais valioso do que aquele amor saltitante, que sinceramente eu só vejo em paixões fugazes e em livros Sabrina.

Mas o que eu queria entender é os motivos que levaram a minha amiga a valorizar os casamentos de supetão, em detrimento dos seus relacionamentos de longos períodos. O casamento não é sinal de sucesso de nada, mas parece que dá um status que eu não consigo entender. Eu, sinceramente, preferia muito mais ter vivido intensamente as relações que ela teve, vivenciando a cumplicidade, os momentos ruins, as virtudes, os defeitos. Enfim, viver aquela fase em que nós deixamos de querer encantar o outro e passamos a ser nós mesmos. É a partir daí que eu passo a acreditar em relações legítimas.

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08.03.06

A classificação das mulheres

Red's, às 18h13

Durante um bate papo leve com um amigo meu sobre a Katilce, a garota Komodo que deu uma beijoca no Bono Vox, ele acabou me revelando uma teoria masculina. Segundo o depoimento, os homens classificam as mulheres em quatro tipos:

As absolutamente comíveis - são aquelas lindas, gostosas, e que todo e qualquer macho é obrigado a comer e jamais recusar. Não tem desculpa. Nem se o cara for padre ou eunuco. Vire-se, vá lá e cumpra sua obrigação de macho. Depois conte na mesa para todos os seus amigos.

As comíveis - são aquelas que o cara é obrigado a comer,não pode recusar. Depois, ele contará para os amigos mais chegados.

As não-comíveis - são aquelas em que o cara não precisa necessariamente comer. Se o fizer, os amigos muito chegados, que são os únicos que ficarão sabendo, vão perdoá-lo e deixar pra lá. Ele pode alegar excesso de álcool ou longo período de abstinência sexual. Geralmente este fato pode vir acompanhado do comentário: "Já peguei coisa pior e ainda paguei".

As incomíveis - são aquelas em que o cara não só não precisa comer, como ainda pode ser esculachado pelo grupinho da testosterona se o fizer. Se ele ainda assim se atrever a levá-la para sua cama, ele rezará todos os dias para que ela nunca conte a ninguém. O que não necessariamente irá acontecer, porque está para nascer a mulher que não conta para as amigas com quem ela passou a noite.

Um dia eu quero conversar com as mulheres sobre isso. Como rola esse lance de ficar com um cara muito, muito feio? Já vi casos de amigas que não apresentariam seus namorados jamais para as amigas por vergonha, mas não por cara ser feio, e sim por ser semi-analfabeto. Já vi amigas com namorados barangos, mas elas os achavam lindos e pronto.

Homens, ao contrário, ainda precisam de clavas de vez em quando. Faz parte!

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Paulistanas da gema, falamos português, inglês, espanhol e muita bobagem. Adoramos livros, música e todo tipo de gastrono-
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