Red's, às 13h30
"Grande parte das mulheres com quem eu converso, elas dizem um "A" e eu já abro o cérebro delas no meio. E já sei o que vão dizer nos próximos 10 anos. Falta estrutura!"
(Papa, meu sincero amigo)
"Grande parte das mulheres com quem eu converso, elas dizem um "A" e eu já abro o cérebro delas no meio. E já sei o que vão dizer nos próximos 10 anos. Falta estrutura!"
(Papa, meu sincero amigo)
"Tenho um post pro seu blog", me disse hoje a Giovana. "E é digno de Sex and The City".
Empolgada pelas piadinhas feitas no post anterior, já imaginei uma história divertida. Mas, ao contrário, fiquei com nojo de determinados tipos de seres humanos, incapazes de terem um pingo de respeito pelo parceiro.
Como este blog não tem a intenção de ser politicamente correto, vou aproveitar a oportunidade de malhar o ser humano. Se um dia ele descobrir, eu vou reforçar a opinião de que ele é um rato. De esgoto.
Separado há pouco tempo, o rapaz correu atrás da minha amiga desesperadamente. Ela não estava muito a fim. Ele insistia. Cercava, mandava flores. Não demonstrava cansaço. Ela ainda meio relutante. Ele se mostrando o mais interessado dos cavalheiros. Até um dia em que ela resolveu investir.
Em três meses juntos, ele quis conhecer a família dela, apresentar a dele. Era grudento. Dava todas as demonstrações de que queria algo sério. Ela se deixou levar.
De repente, ele começou a ficar estranho. Dava perdidos. Vivia atolado no trabalho, a ponto de não poder sequer ligar para dar "bom dia". Sentindo que a história lhe escapava, Giovana ainda foi digna de chamá-lo para conversar e dizer, que se ela estava sendo um peso na vida dele, que ele poderia falar, e que ela poderia seguir a vida dela. E ele se fez de indignado: "Imagina. Estou estressado, mesmo. Vou tentar arrumar uns dias de férias, vamos passear, fazer isso e aquilo..."
Passaram-se poucos dias. Eles iriam a um casamento juntos no sábado. Ele não dava sinais de vida. Na sexta-feira à noite, ela recebe um torpedo no celular com os seguintes dizeres:
"Preciso refletir sobre a minha vida. Você é uma pessoa maravilhosa, por isso não quero te magoar. Volto na segunda-feira. Beijos"
Por si só, este ato já seria digno de uma joelhada no saco para esterilizá-lo. Terminar um relacionamento por torpedo de celular é a coisa mais nojenta que alguém pode fazer. Acho que ganha até do capítulo de Sex and The City em que um namorado de Carrie Bradshaw termina com ela através de um post-it.
Porém, a atitude fica ainda mais asquerosa se for considerado o fato - absurdamente suspeito - de que o sábado seguinte, dia em que Giovana e seu ex-namorado Mickey Mouse iriam ao casamento, ser aniversário da ex-mulher do desprezível roedor.
É claro que Giovana também está merecendo umas chineladas por ter perdido uma oportunidade ímpar de desprezá-lo de maneira grotesca. Limitou-se apenas a responder o torpedo dizendo que tinha consciência de que era aniversário da ex, e que se o sumiço dele no fim-de-semana foi por causa disso, que ele nem precisaria dar sinais de vida na segunda-feira. Ainda que ela tenha certeza de que ele não pretendia dar mais sinal algum.
Nós, autoras do blog, estamos torcendo para que ele desapareça nos subterrâneos dos esgotos. Não por tomar as dores da Giovana. Mas porque consideramos que todos os motivos são justificáveis, até mesmo o dolorido "Eu percebi que ainda sou apaixonado pela minha ex-esposa". Contanto que se jogue limpo, que a pessoa com quem ele vivia uma relação atual recebesse o respeito que qualquer ser humano merece. Lealdade é a bandeira das relações!
"Sabe o que é pior? É que achava ele maduro. Era homem. Toda vez que a gente tinha algum problema, ele não deixava passar. Conversava, fazia com que eu falasse. Eu jamais esperaria uma mensagem via celular dele".
Eu costumo respeitar as falhas humanas. Mas, sem dúvida, a covardia é a mais difícil de perdoar.
Não há quem nunca tenha sido protagonista, coadjuvante, vítima ou ao menos tenha tomado conhecimento de histórias envolvendo flagras de infidelidade. A pessoa é pega com a boca na botija pulando a cerca, e isso gera as mais diferentes reações por parte dos enganados. Tem até quem consiga convencer o cônjuge que "não era nada daquilo que ele (a) estava pensando", mesmo que ele (a) tenha sido flagrado (a) em um motel em pleno ato sexual.
Há quem seja amador e quem seja profissional na arte de pegar gente infiel no flagra. E há quem reaja de todas as maneiras possíveis. Eu e Gisele conseguimos imaginar algumas. Pensamos no caso de mulheres pegando seus respectivos, porque aguardamos que os homens se manifestem sobre como seriam os flagras no sentido contrário. Vamos a eles:
Flagra com estilo:olhar bem pra cara dele, não falar nada, dar as costas e ir embora.
Flagra com estilo e vingança: olhar bem pra cara dele, falar que ele é um bosta, mau comedor, que o pinto dele é pequeno, dar as costas e ir embora.
Flagra com ataque de loucura e imaturidade: olhar bem pra cara dele, não falar nada, dar as costas e ir embora. Na primeira oportunidade, esvaziar os quatro pneus do carro dele.
Flagra com ataque de infantilidade: olhar bem na cara dele, pular na frente do carro que está saindo do motel e tentar arrancar o pinto dele pela garganta.
Flagra perua histérica: pular em cima do carro, deixá-lo cheio de hematomas e depois escrever um monte de palavrões na lataria do carro dele com spray.
Flagra perua histérica 2: pichar o muro da casa dele inteira.
Flagra da mulher superior: fazê-lo rastejar, pedir perdão, deixá-lo no desespero por dias, semanas, meses. E depois decidir não voltar.
Flagra da mulher nem tão superior: fazê-lo rastejar, pedir perdão, deixá-lo no desespero por dias, semanas, meses. Voltar pra ele e deixá-lo te pegar no flagra com o melhor amigo dele na cama.
Flagra com instintos assassinos: olhar bem pra cara dele, olhar bem pra cara dela, não falar nada e apenas puxar o gatilho do 38, cujo alvo é o que ele tinha entre as pernas.
Flagra de mulher otária: pular em cima da outra, achando que ela é a culpada de tudo, pois é uma vagabunda que se ofereceu para ele, pobre vítima que não sabia o que estava fazendo.
Flagra de mulher otária 2: olhar nem pra cara dele e dela, puxar o 38 e se matar ali mesmo, na frente do carro, pra ele sentir remorso pelo resto da vida.
Flagra da mulher otária 3: armar um barraco homérico na hora, destruir o carro dele e espancar a outra, e depois se deixar convencer pelos argumentos mais idiotas do mundo e voltar pra ele, voltando tudo ao normal. Afinal, "homem é assim mesmo".
Flagra com discrição: olhar pra ele de um lugar em que não seja vista, agir depois como se nada tivesse acontecido e, quando ele menos esperar, trai-lo com aquele seu ex-namorado de quem ele morre de ciúme.
Flagra come quieto: não fazer nada na hora, cortar relações civilizadamente e depois recusar-se a assumir a culpa pelo fato do corpo dele ter amanhecido boiando em um córrego localizado em bairro muito distante, perfurado de balas e facadas, além do rosto estar coberto com saco plástico.
Flagra lusitano (ou de loira burra): chegar com uma arma e anunciar que o relacionamento terminará ali com a morte dos dois. E começará por você mesma.
Flagra instinto maternal: ficar brava com ele por ter saído do motel de cabelo molhado, pois pode pegar friagem e ficar doente.
Flagra Bruna Surfistinha: dá início a um ménage.
Flagra "Loucuras de Amor": chamar aqueles carros bregas com 20.000 watts de som e ficar na porta do motel gritando "Eu te amo" com "amor I love you" ao fundo no último volume.
Flagra Renato Gaúcho: não tem. Ele liga pra te avisar que está saindo com outra e que, quando voltar, quer o jantar pronto. E você obedece.