Gisele Ribeiro, às 15h34
Homens que se valem de sua condição financeira para conquistar uma mulher tremei! O dinheiro agora vale pouco na escolha do parceiro. Estudo de uma universidade escocesa revela que as mulheres estão mais interessadas na aparência de seus pretendentes do que em suas contas bancárias.
A "culpa", segundo a pesquisa, é da independência financeira feminina. À medida em que as mulheres conseguem manter-se sozinhas, a aparência física do parceiro passa a ser mais importante. Seria o fim da figurinha "maria-gasolina"? Hmmm, nem tanto. O estudo mostrou que as mais, digamos, pobrinhas, ainda tendem a priorizar o status financeiro de um homem.
Eu fico aqui me perguntando se precisava entrevistar 1.851 mulheres, com idades entre 18 e 35 anos, para chegar à conclusão de que o grau de exigência feminino muda quanto melhor for a saúde financeira da mulher.
Afinal, mulheres são criadas para procurar bons partidos. Mesmo que eles não sejam assiiiiim, uma brastemp, têm de poder garantir a sobrevivência da espécie e o futuro da prole. Quando as mulheres passaram a assumir o papel de provedoras -antes exclusivo dos machos-, a carteira de seus parceiros deixou de ter importância, e elas passaram a exigir deles o que antes era exigido delas: bela aparência física acompanhada de pouco ou nenhum cérebro.
A mudança de comportamento feminino levou os homens às academias, às clínicas de cirurgia plástica e aos cabeleireiros para realçar as qualidades genéticas ou alterar os defeitos produzidos pelo DNA para, conseqüentemente, conquistar a parceira mais exigente.
Por outro lado, essa mudança também lotou os consultórios terapêuticos. Mulheres bem-sucedidas buscam no divã uma forma de lidar com homens mais vaidosos, que continuam desejando as marias-gasolinas, espécimens com pouca capacidade de questionamento e com interesse exclusivo em seu saldo bancário.
Será que o próximo passo das conquistas femininas, após a independência financeira e emocional, é aprender a falar com o dedinho na boca?
