It is all about girls... or men

14.04.06

Tamanho é documento?

Gisele Ribeiro, às 10h34

Recebo diariamente mais de uma centena de e-mails que me oferecem técnicas e medicamentos para aumentar o tamanho do meu pênis e a "potência" do meu orgasmo. E como a quantidade aumenta a cada dia, daqui a pouco vou acabar me convencendo de que eu sou ou transexual ou homem disfarçado de mulher.

De saco cheio depois de apagar 92 mensagens em um período de duas horas, comentei com um amigo se ele, que me conhece há tempos, achava que eu preciso aumentar o tamanho do meu pênis. Diante do seu espanto, explico a situação e ele me diz, rindo: "Repassa pra mim, é sempre importante aumentar o tamanho".

A conversa seguiu em tom de gozação e brincadeira, mas me fez pensar em como os homens são tolos ao relacionar performance sexual a tamanho do órgão genital. Afinal, quanto maior o documento, mais machos eles são, certo? Errado. É preciso acabar com o mito de que tamanho é o que importa. De que adianta um pau enorme se o dono não sabe o que fazer com ele?

Homens e mulheres que pensam dessa forma (sim, muitas de nós acreditam nessa bobagem) deveriam fazer um curso de anatomia feminina ou prestar mais atenção às sensações e respostas de seus corpos durante o rala-e-rola. E para leitores e leitoras adeptas do mito, aqui vai uma aulinha básica:

Na excitação, o comprimento da vagina fica entre 7cm e 9cm. As terminações nervosas que dão sensação de prazer à mulher ficam no primeiro terço da vagina a partir da abertura externa. Acima disso, não há sensação. Portanto, façam suas contas e chegarão à conclusão de que não é preciso uma mala enorme para a viagem ser inesquecível. Basta saber seu destino e aproveitar bem todos os caminhos que levam até ele.

Ou, como diz um outro amigo meu, que costuma comparar mulheres a parques de diversão: há muita coisa com que brincar nesse playground antes de chegar no carrinho de bate-bate.

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10.04.06

Mulheres infláveis

Gisele Ribeiro, às 12h35

A beleza feminina é uma fraude. Meu amigo Daniel e eu chegamos a essa conclusão depois de vermos a quinta mulher plastificada entrando no bar onde estávamos. Tudo no lugar: fios de cabelos, unhas, pele, peitos, bundas, pernas e... lábios. Aliás, foram esses últimos que nos chamaram mais a atenção. Eram todos carnudos, como manda a última moda. Mas longe de serem naturais.

Impressionante como as mulheres são capazes de qualquer coisa para ficarem belas. Elas se submetem a sessões de tortura para arrancar os pêlos, a horas incontáveis no cabeleireiro para ajeitar as madeixas e deixar as unhas em ordem, a potes e mais potes de cremes para hidratar rosto, pernas, pés, mãos, corpo, a dietas de fome para manter o corpinho de sílfide e, claro, a plásticas incontáveis para esticar, levantar, diminuir e eliminar os sinais do tempo e os efeitos da gravidade.

Só que na procura pela beleza perfeita, elas vêm exagerando. E a mostra disso são os tais lábios carnudos, conquistados à custa de aplicações de botox e gordura retirada de outras partes imperfeitas do corpo. A expressão facial de suas donas muda completamente. As mulheres ficam bicudas, ou como diz o Dani, botocudas.

Tem uma moça com a qual eu sempre cruzo no parque quando estou correndo. O corpo em cima, cabelos impecáveis, um rosto lindo e uma boca artificial que chega uns bons minutos antes dela. A atriz Meg Ryan ficou com boca de babado, e a Lara Flynn Boyle, que ficou conhecida depois do filme "Threesome", desfigurada.

Tudo bem que a vaidade é um mal necessário. Quando em dose certa, faz bem para a auto-estima e ajuda na conquista. Afinal, todo homem gosta de mulheres cheirosas, com pele hidratada, cabelos sedosos, pés lisinhos e mãos bem-cuidadas. Mas é preciso ter um limite para essa vaidade. Caso contrário, em pouco tempo os homens vão passar a preferir as bonecas infláveis. Estas também são artificiais, mas têm a vantagem de não abrirem a boca.

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Paulistanas da gema, falamos português, inglês, espanhol e muita bobagem. Adoramos livros, música e todo tipo de gastrono-
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