It is all about girls... or men

26.04.06

Fantasmas do passado

Gisele Ribeiro, às 15h24

Quem disse que assombrações não existem? Pois elas existem, sim, e costumam puxar os pés da gente nos momentos mais improváveis. Esta semana, por exemplo, testemunhei algumas aparições.

Estou eu, tranquila em casa, quando toca o telefone. Não reconheço a voz do outro lado da linha. A pessoa se identifica, e continuo sem saber quem é. Diante do meu silêncio, vem o complemento fatídico: "Namoramos em mil novecentos e bolinha".

Vasculho a memória à procura de algo familiar. Nada. Disfarço, falo um "Aaah, oi, tudo bem, quanto tempo... Como você está?" e me pergunto onde diacho o camarada conseguiu meu número. Ele nem deve ter percebido a minha estranheza, porque começou a falar da sua vida sem qualquer ponto de edição entre uma frase e outra.

A essa altura, eu já tinha uma leve idéia de quem era o fantasma. E se a minha suspeita se confirmasse, algo me dizia que eu ia me arrepender de ter atendido o telefone. Pois não foram necessários nem cinco minutos de conversa pra isso acontecer. O Gasparzinho me conta que há tempos vem tentando me encontrar, porque precisava esclarecer o fim do nosso namoro.

Céus! Eu nem lembro direito do sujeito, que dirá de como acabou o namoro. E aí a surpresa: "Sabe, Gi, fiquei aliviado quando você terminou comigo. Eu ia terminar naquele final de semana".

Ao ouvir as justificativas do moço, tenho a nítida impressão de que ele acabou de fugir do hospício. E como louco a gente não deve contrariar, solto um "Nossa, que bom que eu não te magoei", digo mais alguma coisa para acalmar o ego ferido do rapaz, arrumo uma desculpa e desligo o telefone.

Achando tudo aquilo muito surreal, volto para o livro decidida a me concentrar na história que estava lendo. Mas eis que, nem meia hora depois, outro fantasma decide puxar meu pé pelo telefone. Essa voz eu reconheço de imediato.

Muito a contra-gosto e educadamente, faço os cumprimentos de praxe, escuto os lamentos de praxe e percebo que a assombração não está bem. Quando ouço um "Estou com saudade, podemos nos ver?", lembro-me da frase dita no almoço de domingo: "Terapeuta de pobre é pai de santo".

Digo "dia desses, quem sabe... a agenda anda cheia, o tempo tá curto... te ligo quando puder. Tchau". Coloco o telefone na base pensando "Vai procurar um centro espírita, meu filho, porque eu não estou atendendo hoje".

Antes de voltar para a minha leitura, resolvo acender uma vela pro anjo da guarda. Quem sabe ele me perdoa pelo fato de lembrar-me dele apenas nos momentos de aflição e dá um jeitinho de afastar esses seres do além que insistem em assombrar a minha felicidade.

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25.04.06

A culpa é da testosterona

Gisele Ribeiro, às 14h54

Semana passada, cientistas da Universidade de Leuven, na Bélgica, publicaram um estudo em que comprovam que as mulheres fazem mesmo os homens perderem a cabeça. Ainda mais se elas forem bonitas, atraentes e insinuarem, de algum modo, a possibilidade de sexo.

Como eles chegaram a isso? Submetendo um grupo de machos a imagens sensuais. A testosterona dos voluntários chegou a um nível tal que a capacidade de tomar decisões ficou totalmente comprometida.

Que os incontáveis encantos femininos são capazes de comprometer o raciocínio masculino, disso ninguém tem dúvida. Do contrário, o que explicaria o fato de o homem fazer qualquer coisa, mas qualquer coisa mesmo, por uma mulher que sabe usar bem seus atrativos?

O que os belgas fizeram, na realidade, foi dar respaldo científico para uma frase célebre: Em se tratando de mulher, homem pensa primeiro com a cabeça de baixo e depois, com a de cima. Eu já seria mais radical: Em se tratando de mulher, homem simplesmente não pensa. E não é necessário nenhum estudo científico para concluir isso.

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Quase amor

Gisele Ribeiro, às 14h31

Há um blog que costumo acompanhar sempre, o Quase Histórias de Amor, cujos textos são surpreendentemente bons. A autora, de João Pessoa, tem um olhar peculiar sobre os relacionamentos humanos, sempre se colocando no lugar do personagem da história. Ora é homem, ora é mulher, ora é apenas observadora.

O último post, "O Mala", fala de um assunto recorrente aqui no "It's all about...": o ciúme. Até que ponto esse sentimento é capaz de cegar uma pessoa ou estragar um relacionamento? Queridos leitores, leiam o texto e outras ótimas histórias publicadas pela Lili. Eu recomendo.

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Quem somos



Paulistanas da gema, falamos português, inglês, espanhol e muita bobagem. Adoramos livros, música e todo tipo de gastrono-
mia, mas o que amamos mesmo é observar as pessoas e contar seus causos de forma divertida.

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