It is all about girls... or men

17.06.06

Causa perdida

Gisele Ribeiro, às 12h12

Quando é hora de jogar a toalha em um relacionamento? Minha amiga Lu está num impasse. Não sabe se desiste de vez do caso que mantém há mais de dois anos ou se continua tentando salvar algo que, aos olhos de quem está de fora, não tem salvação. Talvez, bem lá no fundo, a Lu já saiba a resposta para a sua dúvida.

Desde o início, o relacionamento estava fadado ao fracasso. Quando a freqüência de encontros aumentava, o camarada tomada um chá de sumiço. Voltava tempos depois, como se tivesse ido passar umas férias fora. E ela, que no começo matava o tempo, o recebia saudosa.

Ao descobrir-se apaixonada, Lu tentou pular fora. Dizia pra si mesma "Isso não vai dar em nada". E foi a vez dela desaparecer por uns tempos. Tentou se envolver com outros caras, mas não achou neles o que pensava ter encontrado no amado. E a cada tentativa de se desvencilhar, Lu tinha uma recaída. Sempre se prometia que aquela seria a derradeira. Mas quanto mais fugia, mais enredada ficava.

Várias vezes Lu me procurou chorando. Dizia que aquilo havia se tornado um vício do qual não tinha forças para se livrar, que ao mesmo tempo que fazia bem, a deixava arrasada. Em um dos sumiços dele, Lu decidiu romper de vez. Sentiu-se ao mesmo tempo triste e aliviada.

Foi então que ele mudou. Não totalmente, mas a conta gotas. Voltaram a se ver e viveram, enfim, um romance. Não era perfeito, mas ela estava feliz. Havia muito tempo ela não se sentia tão bem com alguém, tão completa. Dizia que era uma questão de tempo até ele perceber que aquele relacionamento valia a pena.

Só que o tempo passou e eles continuaram naquele romancezinho morno, em que ela não participava da vida dele, dos amigos dele, das prioridades dele. Sua paciência chegou ao limite. Teve um ataque, rompeu novamente. Desta vez sem meias-palavras. Sabia que era o melhor a fazer.

Chorou dias seguidos, adoeceu, virou um fantasma. Questionou-se se o que sentia por ele era mesmo amor ou se ele era apenas uma missão impossível. Um misto de ambos, talvez. Os amigos mais próximos se empenharam em fazê-la ver que não há futuro em amor unilateral. Ela está tentando afastar-se, mas ainda tem esperanças de um final feliz, se apegando à crença de que o tempo colocará fim ao seu dilema emocional.

Se a Lu pesar os prós e os contras dessa relação tumultuada, para que lado a balança vai pender? E mesmo sabendo que penderá para lado negativo, ela terá aprendido com isso e tomará a decisão acertada? Sei o quanto é difícil desistir daquilo que amamos. Dói -e muito. Mas dói muito mais investir tempo, disposição e sentimento em uma causa completamente perdida.

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12.06.06

Quem acessa o It's all about girls... lê antes

Gisele Ribeiro, às 11h44

A edição do dia 5/6/06 do jornal "The New York Times" traz uma reportagem sobre um tema controverso: ex-namorados/as, ex-maridos, ex-noivos/as de amigos.

O assunto já foi abordado neste blog, tempos atrás (leia o post "Ex de amigo (a) é território sagrado?"), e provocou polêmica entre nossos leitores e as pessas que participaram do post.

Isso mostra que estamos antenadas e que os tabus de relacionamentos são os mesmos em qualquer lugar do mundo.

Para ler a reportagem do "The New York Times" traduzida, clique aqui.

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Paulistanas da gema, falamos português, inglês, espanhol e muita bobagem. Adoramos livros, música e todo tipo de gastrono-
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