It is all about girls... or men

19.08.06

O namorado da melhor amiga

Gisele, às 15h16


"Sabe que você está muito gostosa hoje?"

A frase, dita durante a cerimônia de um casamento, poderia ser tomada como um tremendo elogio. Desses de levantar a auto-estima de qualquer mulher. Mas, ao contrário, me fez desejar saber um golpe rápido e eficiente que acabasse com a vida do galanteador.

Não, não estou louca de me ofender com um elogio. O problema é que, enquanto o moço me dizia isso, sua namorada, que por acaso é uma das minhas melhores amigas, estava no altar, entre um emocionado grupo de padrinhos.

Confesso que a princípio achei que o camarada estivesse brincando, mas vi que a coisa era séria ao ouvir, em seguida, "Depois da festa, eu deixo a Joana (nome fictício) em casa e a gente dá uma esticada. O que você me diz?". Coincidência ou não, naquele exato momento a noiva dizia o seu sim e minha amiga acenava para nós discretamente. Tinha me encarregado de fazer companhia ao novo namorado durante a cerimônia, para que ele não ficasse deslocado.

Ele deve ter entendido a minha resposta pelo olhar de ódio que lancei, porque passou o resto da noite sem-graça e tenso. Principalmente quando eu parava para conversar com a minha amiga. Eu nunca tinha me visto numa situação como aquela. Não sabia se contava que o cara por quem ela se apaixonara tinha me cantado, se fingia que nada tinha acontecido ou se contratava uns "mano" para dar uma coça no infeliz, ameaçando terminar o serviço se ele não sumisse do mapa.

Como meus ímpetos assassinos habitam apenas no campo da imaginação, procurei ficar longe do casal o máximo possível. Várias vezes Joana me perguntou o que eu tinha, e eu dizia "nada". A uma certa altura, inventei uma dor de cabeça repentina, deixei a festa e fui pra casa tentar achar uma saída para aquela imensa saia justa.

Joana passou anos sozinha até encontrar o camarada. Fui a primeira da turma a quem ele foi apresentado, e embora algo me dissesse que ele era um safado, eu o tratava muito bem. Afinal, ele fazia minha amiga feliz. Na véspera do casamento, Joana me disse que achava que ele era o homem da vida dela, e imaginei o que ela faria se soubesse que o tal cara não passava de um grandessíssimo filho da puta.

Decidi não falar nada enquanto o namoro durasse. Seria a minha palavra contra a dele, e a tendência é a mulher apaixonada sempre acreditar no amado, não importando os laços de amizade. Durante os 13 meses seguintes, arrumei todas as desculpas possíveis e imagináveis para evitar sair com eles. O namoro terminou e deixou uma Joana arrasada. Resolvi, então, deixar o assunto pra lá. Ela não precisava de mais esse dissabor.

Passados quase cinco anos, ontem Joana voltou a me perguntar o motivo do meu afastamento durante o seu namoro com o Safado. Estávamos conversando sobre lealdade e fidelidade, e acabei contando tudo, até mesmo sobre as rosas que o infeliz me mandou diariamente nos dois meses seguintes àquele casamento. A agora casada e feliz Joana ouviu a história e apenas disse. "Pô, Gi, se você tivesse me contado logo, talvez eu não tivesse sofrido tanto". Será mesmo?

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18.08.06

Liberdade sem baixaria

Red's, às 13h26

Eu sou a favor da igualdade entre os sexos. Na verdade, em tese eu sou favorável à total liberdade das pessoas para fazerem o que quiserem, contanto que respeitem os limites alheios e não façam nada digno de prisão. Você quer dar ou comer todo mundo? Problema seu. Fico puta da vida quando vejo homens falando que tais mulheres são "putas", "vagabundas" e etc, quando na verdade elas não têm nem um quinto da quilometragem sexual deles, que pegam qualquer coisa que passa na frente, sem o menor critério.

Porém, eu sempre achei que em algumas coisas as mulheres deveriam ser superiores aos homens. Mas, com essa mania de querer imitá-los no que eles têm de pior, eu tenho presenciado algumas situações que não combinam com o sexo feminino. Não é preconceito, é um fato.

Se a mulher gosta de dar e não pode ver nada fálico na frente que já passa a língua nos lábios, isso é problema dela. Ou sorte dela. O fato de gostar de sexo não precisa fazer dela uma borracheira, como o grupo de amigos do Wanderblets (leia posts abaixo). Se já é feio ver um homem agindo feito idiota, falando para todo mundo de suas conquistas sexuais e de suas peripécias na cama (coisa que ninguém está interessado em ouvir, mas sempre tem um babaca que acha o máximo contar!), imagine uma mulher.

Conheci recentemente uma menina que faria a Cássia Eller parecer a Sandy. Ela passa o dia inteiro falando alto no trabalho sobre pintos, pênis, órgãos sexuais masculinos, além de trepadas, gozos, sexo anal e oral, etc, etc, etc. Na frente de todos, sem distinção, a ponto de constranger as pessoas.

Se você disser a ela: "Estou indo à lanchonete, quer alguma coisa de lá?", ela responde: "Queria que aquele garçom gostoso me comesse em cima do balcão!". Mas ela fala isso para quem quiser ouvir, do presidente da empresa ao office boy. Você fica vermelha como uma pimenta!

Outro dia falava que nordestinos sabiam trepar. Recentemente, numa piada sobre o fim do mundo, ela dizia que iria passar os próximos dias dando pra todo mundo, inclusive alguns revivals que ela nunca esqueceu. Aí os caras do escritório, já entrando no clima de baixaria, brincavam: "Ele tinha pau grande, é?". E ela, fazendo cara de gula: "Ai, tinha!".

O pior foi quando eu, numa reunião, brinquei que estava começando a desenvolver Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC), porque estava com mania de lavar as mãos o tempo todo. Ela vira pra mim, na frente de todo mundo:

- E quando você goza? Você levanta e vai correndo lavar as mãos?

Eu nunca quis tanto partir pra cima de alguém e deixar hematomas no rosto como desta vez. Se ela não se dá ao respeito, é problema dela. Eu não quero os grupinhos comentando nos corredores da empresa que eu sou vagabunda, como devem fazer com ela. E, no caso dela, não é injustiça alguma. Quem se expõe de uma maneira tão vulgar e ridícula, sofre inevitavelmente este tipo de consequência.

Pô, mulherada... se queremos liberadade sexual, vamos agir com classe, certo?

O segredo das boas comedoras está justamente na classe. Eu tenho uma amiga que não passa vontade nunca, nem com ninguém. Se ela quiser, ela dá, sem o menor problema. Mas você jamais diria isso dela se ela não lhe abrir as confidências. E, quando ela o faz, mesmo que você já imagine, sempre fica surpreso. As atitudes dela, a discrição e a postura não revelam nada. Você olha pra ela e a imagina uma santa.

Já essa que eu citei acima, não. Até para colocar a caneta na boca enquanto pensa, ela tem que simular um sexo oral digno de filme pornô.

Não estou dizendo para posarmos de santa pros homens. Afinal, de santos eles não têm nada. Estou apenas dizendo para termos classe e inteligência. Não precisamos agir feito pedreiros que ficam na porta da construção, com a mão no saco, falando baixarias para as moças que passam.

Na verdade, os homens também não precisariam agir assim. Mas são poucos os que usam a cabeça de cima pra pensar, né?

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17.08.06

Um beijo não é só um beijo

Gisele Ribeiro, às 17h24

Semana passada vi na capa da revista "Men's Health" a chamada "7 sinais de que ela é boa de cama". Curiosa que sou, lá fui eu ler o artigo para saber como nós, mulheres, sinalizamos que arrasamos na hora do sexo. Dos sete sinais descritos no texto (tão tolos e inverossímeis que sequer memorizei dois deles), acabei concordando apenas com um: o beijo diz tudo. Se ela beija bem, o sexo promete ser bom. E a matéria cita o resultado de uma pesquisa "supostamente" séria para avalizar a constatação.

Bem, rapazes, sinto informar-lhes que essa característica é unissex. A regra vale para vocês também. A diferença é que, ao contrário dos homens, que só pensam naquilo, a maioria das mulheres não vai para a cama com o cara que beija mal, porque sabe que o resultado não será asssiiiiiiiim satisfatório. Eu sempre afirmei que se o camarada não sabe o que fazer com a boca, não saberá o que fazer com o resto. Até agora não me enganei.

Saí perguntando para várias amigas se elas achavam que o beijo era o melhor preview do desempenho sexual dos parceiros. Todas, sem exceção disseram sim. Perguntei a vários amigos o que eles achavam da história. As respostas variaram entre "Nem me incomodo com isso, o que eu quero é trepar" até um solitário "Beijou mal, tô fora".

Dessa conversa de botequim (sim, porque isso é puro papo pra mesa de bar) ainda surgiram os piores tipos de beijo e seu reflexo na hora H. Aqui estão alguns:

Helicóptero
Descrição: neste tipo de beijo a língua gira dentro da boca do/a parceiro/a feito hélice de helicóptero desgovernado. Qualquer tentativa de interação do/a companheiro/a pode provocar sérios acidentes.
Na cama: sexo oral será uma atividade de risco.
Elas: "Não dá nem prá imaginar com um beijo desses. Se ele não sabe o que fazer com a língua na sua boca, não vai saber o que fazer com ela na sua ...".
Eles: "Muita calma nessa hora. Já temos de nos preocupar com os dentes, não precisamos ficar temendo uma língua com osso".

Aspirador de pó
Descrição: o/a companheiro/a não beija, suga, como se quisesse tirar do seu estômago a comida do dia anterior. Por pouco não engole a língua do outro ou provoca uma parada respiratória, já que não deixa espaço na boca ou no nariz do outro para a passagem de uma nesguinha de ar.
Na cama: mulheres pensam nos peitos sensíveis, e homens, apenas em sexo.
Elas: "Lugar de desentupidor de pia é na área de serviço".
Eles: "E daí? Ela é gostosa".

Escondidinho
Descrição: é o beijo em que o/a parceiro/a faz todos os movimentos com a boca e a cabeça, mas... cadê a língua?
Na cama: espere restrições e frescuras na hora H.
Elas: "Quando você pensa que vai, não é nada daquilo. E o que era para surpreender decepciona".
Eles: "Sai prá lá que eu não sou mais criança".

Estátua
Descrição: variação do escondidinho. A língua está no beijo, mas só de corpo presente. Não faz nada, não se movimenta.
Na cama: qualquer coisa além do papai-e-mamãe é uma aberração.
Elas: "Sai fora que sexo é via de mão dupla".
Ele: "Desde que ela seja gostosa..."

Iogue
Descrição: aquele que só ele/a entende que movimento faz. Não dá nem para acompanhar.
Na camaz: acenda a luz amarela. O/a companheiro/a não está lá muito preocupado com o prazer alheio.
Elas: "Uma boneca inflável resolve o seu problema, meu filho".
Eles: "Ela é gostosa. Que importa?"

Peixe no aquário
Descrição: é o beijo em que o/a companheiro/a abre e fecha a boca o tempo todo. É como um selinho com língua.
Na cama: alguém ficará a ver navios.
Elas: "Quando você pensa que vai começar, já acabou".
Eles: "Pára de frescura e dá logo!"

Babão
Descrição: é aquele em que a produção de saliva está acima da normalidade.
Na cama: a liberação de fluidos será inversamente proporcional à de saliva.
Elas: "Alguém tem uma bóia salva-vidas? Eu não sei nadaaaaaar!!!"
Eles: "Oba, quanto mais molhado, melhor!"

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A queda do homem-sexo

Red's, às 15h11

Homens que fazem coisas horríveis, infantis e cretinas como o Wanderblets merecem ser chifrados, certo? Só para deixarem de ser tão babacas. Mas o companheiro citado no post abaixo vai ficar sabendo em breve (se é que já não está sabendo, mas tenta manter as aparências) o que foi que aconteceu esta semana.

Antes de contar a história, seria bom voltarmos no tempo e lembrarmos de Wanderblets indo a uma casa de tolerância e se apaixonando por uma das trabalhadoras do local. É uma daquelas histórias de "eu vou tirar você deste lugar" que deram certo. Lindo, né? Tiveram filhos etc.

Eu não sei qual é o índice de putas que se regeneram após o casamento. Acredito que o amor salva. Mas, no caso da companheira de Wanderblets, ela tinha um problema: é completamente louca. Ela passa a impressão de obedecer vozes que ecoam em sua cabeça e de conversar com elas o tempo todo. Ela diz para as pessoas (que nunca viu na vida, mas que trata como amigas íntimas) que é marchand. Pergunte a ela o que faz uma marchand, e ela responderá que "trabalha com carnes". Ou seja, ela é uma ex-puta que se diz marchand, mas que trabalha com carnes. Vocês acham que o índice de loucura dela supera dois dígitos?

Bem... Wanderblets também não é um sinônimo de normalidade, uma vez que se apresenta para as pessoas como diretor-presidente de uma empresa da qual não passa de um subordinado do subordinado do subordinado. E conta para as pessoas que tem oito orgasmos em quatro horas e que não pode ver uma mulher passar na frente, que ele traça. Daquela maneira bem... mestre de obras.

Esta semana rolou uma festinha na empresa. Coisa para subordinados das categorias 1 (chão de fábrica total) e 2 (já pode ir ao banheiro, se pedir permissão). E Wandinho, um subordinado categoria 3 (já pode falar ao telefone) apareceu lá, de bicão, acompanhando de sua digníssima cônjuge, mãe de seus petizes. Enquanto ele ficava na rodinha falando para os machos da borracharia que não perdoou alguma mulher em algum lugar e gozou 18 vezes em 15 minutos (sem tirar de dentro), a marchand que trabalha com carnes ficava virando copos. Vira copo aqui, vira copo ali, vira copo acolá, e ela ficou bêbada.

Wandinho pediu à sua fada para ir embora. Ela, pra lá de Marrakesh, dizia que "Dãoooo!". Ele insistia e ela continuava recusando. Provavelmente porque as vozes na cabeça dela também estavam bêbadas e não falavam nada com nada. Aí ele, cansado e precisando dedicar-se aos filhinhos, foi para casa, deixando sua esposa na festa, avançando nos copos como se fosse a última vez na Terra.

Bem... enquanto Wanderblets ficava em casa assistindo à TV e trocando de canais pelo controle remoto (mesmo que a TV esteja desligada), sua mulherzinha enfiou-se no banheiro da empresa com três homens. A festinha sexual só foi interrompida porque outras pessoas queriam usar o banheiro, e não dava para fazer isso enquanto rolava uma suruba singela ali dentro. Então eles resolveram levar a moça para o motel.

Lá, os três funcionários da empresa de Wanderblets dividiram a marchand. Ela literalmente trabalhou com todos os tipos de carne naquele momento. O problema é que, como ela não se aproxima de uma categoria classificável como ser humano normal, em seguida ela começou a ter um ataque histérico e a quebrar o motel inteiro. Foi quando os rapazes enfiaram a bêbada no carro e a levaram para casa.

No meio do caminho, o carro deles foi abordado por um policial, querendo saber por que aquela moça fazia tamanho escândalo e gritava tanto. Eles diziam que trabalhavam na empresa X, que era tudo brincadeira, estavam todos se divertindo, enquanto a maluca se contorcia, como uma cena de "O Exorcista", e gritava:

- EU SOU ESPOSA DO GERENTE DE QUALIDADE DESSA PORRAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!!!

Agora, vocês já imaginaram que, quando Wanderblets se aproximar do grupo de borracharia da empresa para contar que castigou alguma moça durante horas até ela pedir clemência, eles vão olhar para o rapaz e pensar: "Aaaah, nós já comemos muito a sua senhora, sim senhor!"

Ironias da vida...


P.S: Este post não tem caráter educativo ou não se relaciona com o objetivo do blog. Porém, eu queria dar um jeito de passar ao mundo a minha sensação de "bem feitooooooooo" sobre o homem-sexo, o Wanderblets.

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15.08.06

O homem-sexo

Red's, às 21h52

Eu preciso contar a vocês a história de um homem incrível.

Não vou identificá-lo porque este rapaz deve ser o único usuário em todo o planeta deste nome tão ridículo. Vamos, então, apelidá-lo de Wandeblets!

Essa história que irei narrar aqui foi contada por Wandeblets a todos os homens da empresa em que ele trabalha. Neste momento, o autor imagina que todos estão pagando um pau fenomenal para ele, em função de tamanhos poderes citados nos fatos a seguir. Mal imagina o Wandinho que ele virou motivo de piada em todos os departamentos da empresa. Com razão. Vejam.

Wandeblets saiu com uma moça e a arrastou para um motel. Lá, deu três seguidas. Acabaram-se as camisinhas, e a moça deixou bem claro que, sem proteção, nem pensar. Mas é claro que era só uma desculpa, pois ela não estava aguentando mais tanta potência e tanto furor.

Mas Wandeblets não era um homem de apenas três. Ele olhou para o relógio e viu que ainda tinha duas horas até o fim do tempo que ele iria pagar pela suíte. Não teve jeito, ele foi ao banheiro e masturbou-se mais cinco vezes.

Nosso Wandinho é o máximo, não? Um homem que atinge 8 orgasmos em 4 horas, e ganha elogios de sua parceira, que vira pra ele e diz: "Nossa, mas você é uma máquina de sexo, hein?". E ele faz aquela cara blasé, como quem diz: "Veja bem, querida, hoje não estou nos meus melhores dias."

Sim, essa narrativa é verdadeira. Não, a história de Wandeblets é uma mentira descarada, mas é verdadeiro o fato de que ele contou isso para a rodinha de machos da sua empresa. E os trabalhadores da empresa agora se esforçam em divulgar para o mundo os poderes mágicos de Wandeblets.

Se eu trabalhasse na referida empresa, juro que apareceria um cartaz anônimo em alguma parede de um corredor com alto índice de circulação de funcionários, onde estaria escrito: "Wandeblets tem pau pequeno!". Mas isso ficará apenas por conta da minha imaginação. Infelizmente!

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Paulistanas da gema, falamos português, inglês, espanhol e muita bobagem. Adoramos livros, música e todo tipo de gastrono-
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