It is all about girls... or men

23.09.06

Frase do dia...

Gisele, às 12h04

De Anaïs Nin, para completar o post anterior:

É decepcionante concluir que mesmo os homens capazes de dissertar sobre a importância suprema da beleza interior acabam por cair de boa vontade nas mãos de uma mulher unicamente bonita.

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21.09.06

A Técnica do Dedinho

Red's, às 16h06

Nos primeiros posts deste blog, tratamos de um assunto do qual discordei, a princípio: a preferência masculina pelas mulheres idiotas. Na época, eu não tinha uma posição tão radical. Achava que havia um grupo de homens que nutria uma simpatia por este tipo de mulher, mas que havia um outro que preferia as mulheres com um mínimo de personalidade.

Aos poucos, fui me desencantando. Os caras em quem eu depositava alguma fé – amigos, parentes, conhecidos – começaram a arrumar parceiras aqui e acolá. Eles foram, aos poucos, se apaixonando pelas mulheres que eles mesmo diziam desprezar: dependentes, manhosas, burras, controladoras, ciumentas. E todas, exatamente todas, usavam despudoradamente a Técnica do Dedinho.

Atenção, mulheres que estão cansadas de lutar contra a realidade dos fatos, aprendam a técnica. É infalível com todos. Cheguei à conclusão que existe algo no DNA masculino que faz com que eles caiam feito patos. Quem não se deixa levar pela técnica (0,000000001% da população de machos) está casado e é fiel, portanto nem adianta insistir, pois não morde a isca.

Não há exemplares disponíveis em solo terrestre, então só há duas saídas: fique solteira (o que não é ruim como pintam) ou contente-se com um cara do grupo que prefere as idiotas.

O que é a Técnica do Dedinho? É aquela característica psicológica que as mulheres adotam sem um pingo de vergonha na cara: erguem o dedo indicador e colocam suavemente no canto do lábio, adquirem a expressão facial de uma criança de três anos e agem como se não fossem capazes sequer de engolir a própria saliva sem a ajuda do portador dos cromossomos XY. “Amoooooooooor, você me ama?”

Não há limites. Eu, pobre ingênua, imaginei que havia. Mas nada. Você pode até mesmo pedir para ele cortar a carne pra você. Pode pedir para ele contar uma historinha pra você dormir. Quanto mais dependente você parecer, mais ele se apaixonará. E cheire a meia dele o tempo todo. Paparique como se ele fosse feito de nitroglicerina e fosse explodir por qualquer coisa. Bingo!

Vale ressaltar que elas parecem completas retardadas mentais, incapazes de pensar, mas são extremamente cruéis: com a tal técnica, elas geralmente mandam e desmandam no cônjuge. Elas só faltam colocar uma coleira neles e sair andando pela rua. E eles que se atrevam a ter um pingo de independência! Um beicinho resolve tudo. Ele precisa tremer. “Você não me ama? É isso?”

Só que os homens admiradores deste tipo de mulher usam outra técnica para fazer as desavisadas de bobas: ficam dizendo que não agüentam mais, que pensam em se separar, que não estão felizes. E fazem cara de cachorro com fome. Cento e dezessete anos se passam, e o discursinho continua. E geralmente há desculpas tipo: “Ah, ela diz que vai se matar se eu me separar dela!”, “As nossas famílias são muito amigas!”, “Tem as crianças!”, etc. Na verdade, eles não assumem que ADORAM ter a megera dependente emocional em casa.

A última que eu fiquei sabendo me deixou simplesmente em estado de choque: um grupo de amigos ia se reunir depois de muito tempo em plena quarta-feira, para jogar conversa fora e relembrar as boas histórias da turma. Mal haviam chegado e sentado na mesa do bar, liga a namorada de um deles (com quem ele está há quatro anos, e há pelo menos dois diz que vai separar, porque não agüenta mais) chorando, dizendo que não queria que ele saísse. Um minuto e vinte e três segundos de manha e voz chorosa de bebê com a dentição nascendo foram suficientes.

A minha fé na Humanidade se foi. O último exemplar que sobrou é o meu irmão. Mas a primeira vagaba que aparecer lá em casa com dedinho na boca, eu juro que ela desaparecerá misteriosamente no dia seguinte. Nunca poderão me acusar de homicídio, porque jamais encontrarão o corpo.

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Quem somos



Paulistanas da gema, falamos português, inglês, espanhol e muita bobagem. Adoramos livros, música e todo tipo de gastrono-
mia, mas o que amamos mesmo é observar as pessoas e contar seus causos de forma divertida.

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