It is all about girls... or men

23.05.07

Mulheres objeto?

Red's, às 14h14

Dou certa razão ao deputado Clodovil quando ele disse, em discurso, que a mulherada andava muito vulgar. Claro que a declaração causou um alvoroço total, todas se sentiram ofendidas, discordaram, disseram que não era bem assim. Eu, ao contrário, achei que ele estava apenas repetindo o que há muito tempo eu ouço por aí, da boca dos próprios homens.

Tenho certeza que dificilmente uma mulher lerá este primeiro parágrafo e dirá: "Sim, eu sou mesmo uma vadia!". Claro que não. Porém, tenho presenciado situações que me deixam constrangida como representante da categoria feminina, e ouvido histórias em que custo a acreditar na veracidade, apesar das provas e evidências.

Antes de mais nada, não sou contra a liberdade sexual das mulheres. Se elas quiserem dar por aí a torto e a direito, não lá lei social ou moral que as impeça. O corpo é delas, o desejo é delas, a decisão é delas. O argumento que justifica tudo é: "Se os homens podem, as mulheres também!"

Ok. Até aí, concordo. Agora, elas podiam imitar os bons hábitos dos homens, não os péssimos. Se alguns homens podem agir feito gorilas, as mulheres também precisam achar bonito fazer igual? Querem se dar ao direito de serem, literalmente, umas vadias? Até podem. Mas não pensem elas que estão se dando bem. Infelizmente, muitas mulheres não se incomodam com homens galinhas, canalhas. Agora, homens quase sempre se incomodam com mulheres vulgares.

Que fique claro: eu acho nojento ver homens que não podem ver um rabo de saia que já saem correndo atrás, salivando, achando que comê-la é a sua obrigação de macho viril. Não gosto de homens que saem com todas, sem o menor critério, em que até buraco de bananeira está valendo. E que ainda se gabam para seus amigos. Não gosto de homens que traem, não gosto de homens que tratam mulheres feito lixo descartável. Enfim, não gosto de homens escrotos. E de mulheres também não, fica mais feio ainda.

Talvez porque as mulheres carreguem a coisa da sutileza, da delicadeza, da maternidade. Então fica estranho vê-las agindo como caminhoneiras. Agora, vamos aos fatos.

Como já contei aqui, tenho muitos e muitos amigos homens. E que me contam histórias que me deixam de cabelo em pé. Não por moralismo, mas por ridículo, mesmo. Um deles, por exemplo, estava usando o msn de um outro amigo e começou a conversar com uma das meninas da lista. "Oi, você vem sempre por aqui?", "Ah, você é amigo de fulano?", etc e tal.

Em 15 minutos de conversa, a menina já estava com a webcam ligada e mostrando nada mais, nada menos, do que o seu orifício anal. Eu só acreditei porque eu vi as fotos. A menina provavelmente achou que estava deixando o cara doidão, mas estava dando munição para ele mostrar as fotos dela para todos os homens que ele conhece, dizendo "olha só que puta!"

Como assim ela nunca viu o cara do msn na vida e liga a webcam para brincar de papanicolau intestinal?

É um caso isolado? Pois não faz pouco tempo, outro amigo meu recebeu um sms de uma menina com quem ele tinha passado a noite, em que ela dizia que tinha depilado o mesmo orifício e estava aguardando-o ansiosamente. Um terceiro me mostrou um e-mail recebido de uma moça que estava muito a fim dele, em que ela descrevia com detalhes como ela gostaria de fazer um belíssimo blow job, e depois... bem, vamos parar por aqui.

"Espalhar vida íntima", citou o Paulo, enquanto eu escrevia este post. "Eu não comento quem beijo, com quem saio, o que faço. Mas tem homem que curte ...sei lá, se realiza. Mulher era mais discreta, parecia-me. Agora, parece jogo de sinuca, com cada um marcando o placar em público. E é constrangedor. Se eu quiser que saibam como sou na intimidade, filmo e jogo na net. É ridículo homem fazer isso, é ridículo mulher ter aprendido a fazer isso", desabafa.

E continua: "Galinhagem... não me refiro à promiscuidade, cada um sabe pra quem quer dar e pra quantos quer dar. Mas precisa se comportar como uma galinha? Quando bota um ovo, o galinheiro inteiro tem de saber? Perceba que homem também faz isso, só que eu não vou pra cama com homem".

O Thiago narra outra história: conheceu uma menina na loja de celular, ela ofereceu convites para uma balada. Trocaram telefones. E ele conta: "Mandei mensagem pra ela, perguntando se tinha mais vips. Eu realmente não estava interessado em nada com ela, queria os convites. Ela não tinha. Até aí, beleza. Minutos depois, BANG! Chegam alguns sms com várias fotos dela pelada. Depois ela mandou uma mensagem tipo: ‘Nossa, desculpa! Foi sem querer, estava testando a câmera no chuveiro!’ Respondi, muito cafajeste: ‘Ah, acontece! Pode mandar mais, se quiser'. Nos próximos minutos, Bang! Bang! Bang! Baaang! Muitas fotos. Desconfiei que ela estava com fogo na perereca por mim!"

Não é uma questão de ser homem ou mulher. Eu acharia muito estranho se um cara que eu nunca vi na vida mostrasse seu órgão sexual na webcam, ou me mandasse mensagens dizendo que o mesmo órgão está ereto pensando em mim, ou que alguém me dissesse que adoraria fazer isso e aquilo outro comigo. Posso estar errada – e sempre admito a possibilidade -, mas não vejo respeito nisso.

Mulheres que fazem coisas assim estão sempre pedindo: "Trate-me como lixo!". É injusto? Talvez. Homens, infelizmente, sofrem menos as conseqüências de atos assim. Eles podem não se dar ao respeito e agirem da maneira mais canalha possível, que sempre haverá uma menina com um véu e grinalda na cabeça, disposta a recebê-lo de braços abertos, agüentar os chifres e todos os atos cafajestes. O contrário, convenhamos, é bem mais difícil.

Não sou eu quem faz as regras sociais. Se fosse, os dois lados seguiriam uma etiqueta sexual. Porque liberdade é uma coisa, vulgaridade é outra.

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